Repórter / [email protected]
Publicado em 24 de março de 2026 às 20:04
Um casarão famoso foi demolido em Castelo para construção de uma réplica da Fontana di Trevi, ponto turístico localizado em Roma, na Itália. A casa foi construída entre 1935 e 1940 e pertenceu à família Vivacqua, conhecida por membros como Dora Vivacqua, a Luz del Fuego, e pelo senador Atílio Vivacqua, que nomeia outra cidade do Sul do Espírito Santo. >
A demolição ocorreu na madrugada de domingo (21), mesma data em que o prefeito João Paulo Nali publicou nas redes sociais imagens do projeto da fonte. "Entre as ideias que estamos construindo estão intervenções urbanas inspiradas em referências internacionais, como a implantação de uma praça turística com a Fontana di Trevi", disse. A Prefeitura de Castelo confirmou que a obra deve ser realizada no antigo endereço do imóvel.>
No entanto, o fim do casarão causou comoção. "Algumas coisas não se destroem, porque o que foi vivido ali continua vivo dentro da gente", publicou o médico veterinário Diogo Vivacqua no Instagram. Alguns castelenses comentaram no post: "Estou arrasada! Tenho muitas lembranças boas dessa casa...", lamenta uma moradora; "Essa casa era meu sonho! Sempre imaginei um museu e uma cafeteria com livraria ali", cita outra resposta; outro comentário diz: "Inacreditável. Fez parte da história de nossa cidade".>
Diogo contou que o lugar sediou grandes festas, foi endereço de aulas de dança e ponto de encontro de brincadeiras de adolescentes, além de abrigar um grande quintal repleto de árvores frutíferas. Ele relembra que a casa tinha cerca de sete quartos, um salão, copa e cozinha grandes e um escritório. "É uma perda não só para a família, mas para a história de Castelo e do Estado", concluiu.>
>
Procurada pela reportagem de A Gazeta, a Prefeitura de Castelo explicou que o casarão foi comprado pelo município há cerca de 20 anos, mas não era usado desde 2014. A administração disse que o imóvel teria ficado deteriorado pelas enchentes e que a recuperação seria inviável pelo custo e "ausência de utilidade". >
O prédio não tinha tombamento ou qualquer reconhecimento histórico oficial e a demolição foi aprovada pelo Conselho de Cultura do Município. Quanto à data e horário da ação, a administração afirmou que a escolha se deu pelo difícil acesso ao local e visando não colocar a população em risco.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta