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Leonel Ximenes

“Altar não deve ser palco de padres e políticos oportunistas"

Durante homilia em missa no Convento da Penha, padre Kelder Brandão afirmou que a Igreja não pode ficar indiferente ao sofrimento dos pobres e injustiçados e deve honrar o legado do papa Francisco

Publicado em 28 de Abril de 2025 às 10:49

Públicado em 

28 abr 2025 às 10:49
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Padre Kelder na missa das pastorais sociais
Padre Kelder na missa das pastorais sociais Crédito: Divulgação
Na homilia que proferiu durante a missa das pastorais sociais da Festa da Penha, na manhã desta segunda-feira (28), o padre Kelder Brandão afirmou que a Igreja não pode ficar indiferente ao sofrimento dos pobres e injustiçados e deve honrar o legado e a memória do papa Francisco, que morreu no dia 21 e foi sepultado neste sábado (26).
“Por ser mãe, a Igreja não pode ignorar os sofrimentos dos seus filhos e filhas, condenados à pobreza e ao sofrimento, vítimas de injustiças, desigualdades sociais históricas e do racismo que impera no país”, enumerou o sacerdote, que presidiu a celebração da qual participaram muitos integrantes de movimentos sociais no campinho do Convento.
O padre citou, entre os que não podem ser esquecidos pela Igreja, os empobrecidos que moram nas periferias da Grande Vitória, as vítimas da violência doméstica e institucional, os moradores de ocupações rurais e urbanas, os que passam fome, os presidiários e as pessoas LGBTQIA+, entre outras pessoas.

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Brandão apontou suas críticas para integrantes da própria Igreja Católica: “Ela [a Igreja] não pode ser cúmplice silente das políticas higienistas propostas por prefeitos, vereadores e outros agentes políticos que se apresentam como cristãos católicos, mas disseminam o ódio e a aversão às pessoas em situação de rua e aos catadores de materiais recicláveis”.
“Estamos alegres por celebrarmos a ressurreição do Senhor e enlutados com a morte do papa Francisco, o peregrino da esperança, que deixou um grande vazio com a sua partida para a eternidade”
Padre Kelder Brandão - Coordenador do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória e pároco da Paróquia Santa Teresa de Calcutá, no bairro Itararé
Ainda sobre a Igreja, ele criticou o que chamou de vaidade de padres e de políticos: “Ela deve velar para que a fé, os espaços litúrgicos e as devoções populares não sejam instrumentalizados e que o altar e a mesa da Palavra não se transformem em palco ou palanque a serviço da vaidade de ministros ordenados e de políticos oportunistas, que se beneficiam da fé e da piedade alheia para ganhos próprios”.
Na homilia, o sacerdote, que é pároco da região de Itararé, em Vitória, lembrou também que a Igreja não pode negligenciar as condições dos encarcerados, que, segundo ele, têm seus direitos constantemente violados. E lembrou da época em que presos eram confinados em condições desumanas no Espírito Santo.
“É inadmissível que condenados pela Justiça, sob a tutela do Estado, sejam assassinados e enterrados nas hortas dos presídios. Não podemos retroceder à era das masmorras capixabas, quando pessoas eram esquartejadas ou depositadas em contêineres”, alertou.
"O papa Francisco tocou a vida de todos nós nos últimos 12 anos, principalmente a vida de quem se dedica ao cuidado dos mais empobrecidos e vulnerabilizados, promovendo a dignidade da vida humana e não humana"
Padre Kelder Brandão - Cargo do Autor
Sobre o mundo novo anunciado no cântico que brota do coração e dos lábios de Maria e no Evangelho de Lucas, o padre destacou a pluralidade: “É um mundo a ser construído por pessoas que amam a diversidade da vida humana e não humana, tecida por Deus de diferentes formas e cores, que habitam a mesma casa - nosso planeta, a Terra, casa comum de todos os seres viventes”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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