Dados do Observatório de Segurança Pública do Estado revelam que, de janeiro até o dia 10 de março, 170 pessoas morreram nas vias públicas capixabas. Entre os números, chama atenção um grupo etário que vem sendo mais afetado.
De acordo com o levantamento, 47 vítimas tinham 55 anos ou mais. O número representa quase um terço dos registros no período. Para o especialista em segurança pública e em Direito de Trânsito Fábio Marçal, o dado acende um sinal de alerta.
“Inegavelmente, a faixa etária de adultos entre 35 e 44 anos ainda é a mais numerosa, com 33 casos, se considerado um intervalo menor de faixa etária. No entanto, quando observamos pessoas mais maduras morrendo em quantidade significativa, é preciso analisar com atenção o que está acontecendo e promover ações que contribuam para preservar essas vidas”, destacou.
Segundo as informações do Observatório, as causas mais comuns das mortes envolvendo pessoas com 55 anos ou mais são colisões e atropelamentos.
“As colisões aparecem como a principal causa dos sinistros, podendo ocorrer em razão de problemas nas vias, imprudência ou outras circunstâncias. Já o atropelamento, em muitos casos, envolve situações em que o pedestre nem sequer tem responsabilidade. Trata-se de alguém que saiu para exercer o direito de ir e vir, mas não conseguiu retornar em decorrência da conduta irregular de um motorista”, explicou.
Marçal também chama atenção para a necessidade de cidades mais inclusivas. “O país está envelhecendo, e isso exige planejamento urbano mais atento à inclusão. Caminhar precisa ser uma atividade segura, benéfica para a saúde e para a mobilidade urbana. Além disso, é fundamental garantir o cumprimento da legislação para que ninguém fique impune em casos de delitos dolosos no trânsito.”
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