Fim de ano chegando, hora de fazer um balanço, com uma visão sempre otimista em relação ao futuro. Costumamos dizer que, por profissão, o empresário tem de ser otimista e acreditar que o futuro será sempre melhor do que o passado e o presente, inclusive porque trabalhamos pela melhoria contínua, através do aprendizado e da experiência, e trabalhamos acreditando que as nossas intervenções contribuirão para o desenvolvimento do Estado e do país.
Temos alguns motivos para uma visão otimista em relação a 2024. Os juros estão em queda, num ritmo menor do que acredito que seria bom para o país, mas estão caindo há quatro meses consecutivos, não somente no Brasil, mas no restante do mundo, o que sinaliza um cenário mais positivo para a economia global e consequentemente a nacional.
O desemprego no país também é um indicador em queda, fechando o 3º trimestre em 7,7%, o patamar mais baixo para o período desde 2015, devendo se manter assim em 2024, gerando uma possibilidade de crescimento de consumo das famílias e, consequentemente, dinamizando a economia.
No plano institucional, vemos certo equilíbrio entre os poderes, com o Congresso exercendo sua liderança e o papel de contrapeso para os excessos do Executivo, como deve ser numa democracia.
No caso da reforma tributária, o Congresso conseguiu um avanço histórico, aprovando uma agenda que estava há uns 30 anos em debate no país e que respondia pela maior parcela do que costumamos chamar de Custo Brasil, fazendo com que os produtos aqui produzidos sejam mais caros do que os produtos da OCDE, onerando o consumidor brasileiro e tirando competitividade relativa da indústria nacional, em relação às indústrias do exterior.
Na semana passada, a aprovação da reforma rendeu outra boa notícia para o país: a elevação do rating de longo prazo do Brasil, de BB- para BB, pela agência de classificação de risco S&P. A agência destacou que, além da reforma tributária, o país tem um histórico de implementação de “políticas pragmáticas” nos últimos anos, que incluem a reforma da Previdência e a autonomia do Banco Central, com estabelecimento de regras fiscais.
Essa elevação do rating no Brasil certamente contribui para atrair capital para investimentos, num país que precisa desesperadamente de recursos, especialmente em infraestrutura.
Notamos que o país voltou a colocar a indústria como pilar central do desenvolvimento do país, com a chamada neoindustrialização, tendo à frente o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, liderando o CNDI – Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial.
A Confederação Nacional da Indústria – CNI, que tem participado ativamente desse processo colaborando com estudos e análises, defende uma política industrial compatível com o que os países do primeiro mundo têm adotado, estimulando e subsidiando o setor, com uma estretágia voltada para o aumento de produtividade e a inovação.
A partir do CNDI, esperamos que saia o aguardado Plano Indústria, que buscará estabelecer um tratamento igualitário ao que é feito no agro. A retomada da indústria estimula a geração de oportunidades em todos os setores da economia e proporciona a criação de empregos, o que remete à necessidade de qualificação de mão de obra e do avanço do novo ensino médio, com maior intensidade.
A reforma do ensino deverá elevar a produtividade do país, o que é comprovadamente feito através da formação técnica dos estudantes, abrindo as portas dos jovens para o mercado de trabalho.
No plano estadual, podemos comemorar um Estado equilibrado, com recorde de investimentos e uma gestão que dialoga com a sociedade, reconhecendo a importância do setor produtivo. No início do mês, o governador Renato Casagrande anunciou um pacote de R$ 1,5 bilhão em novas obras rodoviárias e de edificações em mais de 30 municípios do Estado.
Dias atrás, o governo decidiu abrir mão do reajuste de ICMS que já havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa, voltando agora à alíquota de 17%, após alterações na reforma tributária, que eliminaram o risco de perda de receita futura para o Espírito Santo, numa demonstração de equilíbrio e sensibilidade em relação às forças produtivas e à sociedade em geral.
Além disso, com o apoio da Assembleia, o governo aprovou a nova lei de licenciamento ambiental estadual, que reduz a burocracia, padroniza processos e estabelece o licenciamento por adesão e compromisso, boa prática já adotada em diversos Estados e países. A nova lei cria ainda uma comissão de projetos prioritários, para os investimentos de maior expansão do setor produtivo.
No pacote de boas notícias, tivemos também neste mês a redução do ICMS do gás, uma fonte de energia mais limpa e barata e conectada com a necessária transição energética para uma economia de baixo carbono.
Temos notado ainda um crescente dinamismo no Estado, na busca de atração de investimentos, com a prática de cacarejar mais, como já vínhamos defendendo neste espaço. Estamos nos expondo mais para o investidor externo, o que é muito positivo.
Fechando o ano, tivemos ainda a inauguração do Contorno do Mestre Álvaro, obra de infraestrutura importante para a mobilidade na Grande Vitória, e vemos avançar o Porto da Imetame, outra obra que vai impulsionar o desenvolvimento estadual. Acompanhamos avanços na solução do imbróglio da BR 101 e há forte expectativa de que o governo se empenhe efetivamente numa solução para a 262.
Parece que estamos caminhando para uma boa combinação de fatores favoráveis ao desenvolvimento regional, com a necessidade imperiosa de o Estado cada vez mais usar o seu equilíbrio financeiro para um avanço mais ousado na Educação.
Assim, teremos um Estado com capacidade de investimentos, um ambiente favorável aos negócios, segurança jurídica e previsibilidade no licenciamento ambiental e capital humano qualificado, que é o que assegura a competitividade no logo prazo. Com essa fórmula, os investimentos vêm naturalmente.
Penso que chegamos ao fim do ano com razões para otimismo, desejando a todos um Feliz Natal e um 2024 ainda melhor!