O município é a célula fundamental da vida política do país. A democracia, em nível nacional, começa pela democracia em nível municipal. A opinião do povo sobre presidente, governadores, deputados, senadores é formada, em grande parte, através da imprensa.
A opinião sobre os candidatos às prefeituras e às câmaras municipais resulta de uma observação direta. A imprensa influi na formação do juízo popular sobre os que desejam exercer mandatos municipais. Mas a palavra final cabe à consciência dos munícipes.
Em razão da importância política do município, as eleições para a escolha dos prefeitos e vereadores são extremamente sérias. No Espírito Santo, alguns municípios elegerão os prefeitos no segundo turno. Na Capital do Estado, João Coser (PT) e Delegado Pazolini (Republicanos) disputarão a preferência do eleitorado. Haverá debates na televisão e em outros espaços públicos. Os candidatos apresentarão suas propostas. Tudo isso é importante e merece cuidadoso interesse do eleitorado.
O Espírito Santo não é um Estado de grande extensão, como Bahia, Minas Gerais, São Paulo. Em nosso Estado, o povo conhece os candidatos, suas qualidades e defeitos, seus méritos e seus pecados. O juízo ético sobre os pretendentes aos cargos em disputa é legítimo. Tudo ponderado, a palavra final cabe ao eleitor.
Será uma grande sorte para Vitória e o futuro da cidade que o eleitorado de nossa Capital seja inspirado no exercício do voto secreto e confira o mandato popular à melhor dupla (prefeito e vice-prefeito). Este é o desejo deste articulista, que é eleitor em Vitória e já escolheu a dupla que receberá seu sufrágio.