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Isabela Castello, administradora e designer, apaixonada pelo universo criativo, sua coluna aborda conteúdos sobre arte, design, arquitetura e urbanismo.

Consultora de estilo propõe uma relação mais consciente com o ato de vestir-se

Rachel Helidonis trabalha a autoconfiança das clientes, para que elas não sejam escravas das imposições do mercado de moda

Publicado em 18/04/2021 às 02h00
 Rachel Helidonis
Rachel Helidonis desenvolveu o programa “A Leveza do Essencial”, buscando promover o autoconhecimento e a compreensão do que é essencial no ato de se vestir. Crédito: Divulgação Rachel Helidonis

Você sabia que...

  • A indústria da moda é uma das que tem maior impacto ambiental no planeta.
  • A poluição ambiental e o esgotamento de recursos naturais são alguns dos problemas causados pela indústria têxtil e do vestuário, a segunda mais poluente, ficando atrás apenas da indústria do petróleo.
  • Além de consumir um volume gigantesco de água, nos processos de beneficiamento e acabamento, os impactos ambientais envolvem contaminação do solo, consumo de energia, emissões atmosféricas de poluentes e resíduos sólidos.
  • Estima-se que o setor perde cerca de US$500 bilhões anualmente com o descarte de roupas que são destinados a aterros e não são recicladas.
  • A indústria da moda emite entre 8% e 10% das emissões globais de gases do efeito estufa, mais do que o setor de transportes marítimo e a aviação juntos.
  • Até recentemente, as tendências da moda duravam uma década. Por isso, falamos da moda dos anos 60, dos anos70, dos anos 80.
  • Até umas duas décadas atrás, as marcas lançavam duas coleções por ano: primavera/verão e outono/inverno.
  • Atualmente, a frequência do lançamento das novas coleções aumentou e muitas marcas lançam coleções quase que mensais: duas coleções para cada estação do ano, criando uma demanda para o aumento do consumo.
 Rachel Helidonis
Ao focar no essencial, a pessoa consegue poupar recursos financeiros para outros projetos pessoais ou profissionais. Crédito: Divulgação Rachel Helidonis

A boa notícia: consultoria de estilo “A leveza do essencial” propõe uma relação mais consciente com o ato de vestir-se

Após 10 anos no mercado de propaganda e marketing, Rachel Helidonis partiu para a sua segunda formação, em 2011. Fez o curso de Personal Stylist, na London College of Fashion e, no ano seguinte, em Colorimetria e Consulta de Estilo, também com Ilana Berenholc.

A relação de Rachel com o consumo sempre foi consciente e comedida. Para ela, a cultura do descarte e o incessante hábito de trocar de estilo, apenas para seguir tendências, são hábitos muito questionáveis.

Em 2019, desenvolveu o programa “A Leveza do Essencial”, buscando promover o autoconhecimento e a compreensão do que é essencial no ato de se vestir.

 Rachel Helidonis
Ela trabalha a autoconfiança das clientes, para que elas não sejam escravas das imposições do mercado de moda . Crédito: Divulgação Rachel Helidonis

Trabalha a autoconfiança das clientes, para que elas não sejam escravas das imposições do mercado de moda e tirando-as dos padrões engessados de crenças de estilo e hábitos de compra.

Dentro do programa, desenvolveu os conceitos de “Shop Your Closet” e “Core Closet”, em que estimula o pensamento otimista, direcionando o olhar da cliente para a abundância, enaltecendo os seus sucessos de compra e encorajando os exercícios de autoconhecimento e criatividade, construindo um guarda-roupas enxuto, porém completo, com qualidade, personalidade e que cumpra sua forma e função, atendendo as demandas do dia a dia.

 Rachel Helidonis
Rachel consegue capturar a essência de suas clientes e como se expressam na maneira em como se vestem, desenvolvendo uma proposta de identidade visual única. Crédito: Divulgação Rachel Helidonis

A partir de um atendimento personalizado e intimista, Rachel consegue capturar a essência de suas clientes e como se expressam na maneira em como se vestem, desenvolvendo uma proposta de identidade visual única que manifeste suas principais características. A consultoria envolve seis encontros e está sendo feita de forma virtual desde o início da pandemia.

Benefícios

Ao adotar uma relação mais consciente com as imposições do mercado da moda e com o ato de vestir-se, a pessoa percebe inúmeros benefícios e ganhos em sua vida. Em suas atividades como consultora, Rachel identificou os seguintes benefícios para as suas clientes:

  • Menos culpa: lidar com a culpa originada por más decisões de compra, roupas que não lhe vestem bem, peças com etiqueta e gastos excessivos é extremamente desgastante. Ao se libertar do excesso, a culpa vai junto.
  • Mais segurança: o processo de autoconhecimento faz com a pessoa se sinta segura e confiante para expressar sua identidade, vestindo apenas peças que representem seu estilo pessoal e que se adéquem às demandas do seu dia a dia.
  • Mais tempo: reduz o tempo experimentando roupas todas as manhãs enquanto decide o que vestir. Além do tempo gasto nos provadores de lojas, pensando em compras e decidindo se precisa ou não de algo novo.
  • Menos fadiga mental: ter a sensação de exaustão cerebral já no início da tarde não é normal. Racionalizar decisões - como o que vestir por exemplo - preserva energia mental para direcionar escolhas mais significativas em outras áreas da sua vida.
  • Mais dinheiro: quanto você gastou em roupas ou outros produtos relacionados à moda nos últimos meses? Quantas dessas compras foram itens que você realmente precisava? Quantas foram motivadas por emoções, marketing ou tédio? Ao focar no essencial, a pessoa consegue poupar recursos financeiros para outros projetos pessoais ou profissionais que lhe proporcionem mais bem-estar, prazer e satisfação.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

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