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A coluna traz uma análise do mercado automotivo, com tendências do segmento, panorama, dicas e orientações. Tem como público-alvo o cliente que compra carro, quer trocar de veículo ou quer tirar dúvida sobre a manutenção desse bem, além de leitores apaixonados pelo tema. O perfil nas redes sociais é @gabrieldeoliveirapersonalcar

Sabia que você também é responsável pelo que acontece no mercado automotivo?

Até onde vai a responsabilidade do consumidor nas práticas negativas que existem no mercado automotivo? É sobre esse assunto que vamos conversar na coluna de hoje

Vitória
Publicado em 16/06/2022 às 01h59
Enquanto o foco do consumidor for quilometragem, infelizmente a prática de adulterar esse dado vai continuar existindo.
Enquanto o foco do consumidor for quilometragem, infelizmente a prática de adulterar esse dado vai continuar existindo. Crédito: Shutterstock

Durante muito tempo cheguei a ter vergonha de me apresentar para as pessoas como profissional do segmento automotivo. Tenho certeza que você já ouviu falar mal de pessoas que atuam nesse mercado ou até mesmo você já tenha tido um pensamento negativo por ter vivenciado uma experiência ruim no setor.

A verdade é que tanto vendedores quanto mecânicos muitas vezes tem má fama. O motivo é óbvio: falta de honestidade na conduta de atendimento a cliente.

É importante frisar que determinada fama é plausível, mas ao mesmo tempo injusta visto que bons e maus profissionais existem em todos os segmentos.

Contudo, é bom fazermos uma reflexão sobre esse tema: até onde vai a responsabilidade do consumidor nas práticas negativas que existem no mercado automotivo?

Sim, você, meu amigo leitor e apaixonado por carros, também tem responsabilidade no que acontece no mercado. Em qualquer que seja o segmento, o desenvolvimento é pautado para atender uma demanda. No mercado automotivo obviamente não é diferente.

O que acontece na maior parte das situações é visando atender uma demanda, ou seja, tal perfil de atendimento ou produto só existe porque tem quem consuma.

O principal exemplo na minha visão é em relação a quilometragem. Você sabia que a média de quilômetros rodados por ano de um automóvel no Brasil é de 15 mil quilômetros?

Ao mesmo tempo, você sabia que uma das coisas que mais atrai o consumidor é exatamente carros poucos rodados?

Ok, perfeito. Até então isso faz parte. Existem sim carros com quilometragem abaixo dessa média citada acima. Porém, são exceções e isso não desqualifica os carros com quilometragem dessa média para cima desde que o veículo seja de qualidade.

O que estou te dizendo é que enquanto o foco do consumidor for quilometragem, infelizmente a prática de adulterar esse dado vai continuar existindo. Lembra do que falei acima sobre demanda?

Quando você comprar um carro usado ou seminovo analise esse aspecto, confronte o ano do carro e sua quilometragem. Se você está procurando um carro com três anos de uso, entenda que naturalmente esse carro terá quilometragem partindo de 40 mil quilômetros. Veículos menos rodados que isso são exceções e não regra.

Vale frisar que adulterar quilometragem é uma prática comum tanto por profissionais quanto por pessoas que nem trabalham no segmento automotivo, infelizmente.

Vale lembrar também que essa prática é crime previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro e pode gerar de um a cinco anos de prisão.

Lembre-se, não podemos mudar o comportamento das pessoas, mas podemos sim contribuir para um mercado mais transparente e honesto para todos nós.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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