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Futebol Total

Título da Libertadores sobe o Fluminense de patamar e premia o bom futebol

Com base na filosofia de jogo de Fernando Diniz, o Tricolor opta por ter a bola, por jogar sempre no ataque e de buscar o gol em todo o tempo. O Flu não se intimidou diante de um gigante Boca Juniors e conquistou o título com muitos méritos

Publicado em 04 de Novembro de 2023 às 20:39

Públicado em 

04 nov 2023 às 20:39
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

John Kennedy marcou o gol que garantiu o título da Libertadores para o Fluminense
John Kennedy marcou o gol que garantiu o título da Libertadores para o Fluminense Crédito: Paulo Souza/Divulgação
Foi com uma dose de sofrimento que nem precisava. Mas o Fluminense finalmente é campeão da Libertadores da América. O Tricolor Carioca precisou da prorrogação e conseguiu derrotar o Boca Juniors por 2 a 1 na noite deste sábado (4), no Maracanã. A taça da Libertadores não falta mais na galeria de troféus das Laranjeiras.
O título do Fluminense é incontestável. O triunfo sobre um gigante rival argentino veio para coroar uma trajetória complexa, mas que é irretocável. Teve dificuldades na hora de garantir a classificação, mas os momentos marcantes gritam muito mais alto. Goleada no poderoso River Plate, domínio sobre o perigoso Olímpia, classificação em circunstâncias adversas frente ao Internacional em pleno Beira-Rio. Tudo isso para culminar na festa diante de seu torcedor no Maracanã.
Venceu o melhor. Venceu quem prioriza jogar futebol e não tem medo de arriscar. Esta Libertadores também faz muito bem a Fernando Diniz, que tira um peso de carga de caminhão das costas. Se era contestado por não ter títulos expressivos, não será mais. Sua filosofia de jogo conduziu o Flu ao feito histórico.
Diante do Boca Juniors, o Fluminense não inventou e manteve seu estilo. O Tricolor teve a bola e comandou as ações durante os primeiros 12 minutos de jogo. O Boca apenas assistiu, e só depois conseguiu entrar no jogo, mas ainda assim foi dominado. No primeiro tempo, o inevitável German Cano marcou seu 13º gol na competição e abriu o caminho para a vitória.
Na segunda etapa, como esperado para uma final, o Tricolor não se lançou totalmente ao ataque, o que acabou colocando o Boca mais no jogo, e o empate saiu em belo chute do lateral direito Advíncula. Mas veio a prorrogação e John Kennedy decidiu para o Tricolor com um chutaço, após boa jogada trabalhada. 
Festa no Maracanã! Elenco vencedor e torcedor premiado de poder acompanhar de perto a conquista. O Mundial vem aí, mas é papo para uma outra hora. Hoje o torcedor tricolor tem mais é que comemorar. Parabéns, Fluminense!

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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