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Jorge Jesus seguirá como uma sombra onipresente no futebol brasileiro

Técnico português só deixará de ser uma "divindade" no Brasil se um dia retornar e não ganhar nada. Caso contrário será sempre a primeira opção dos clubes grandes

Publicado em 28 de Dezembro de 2021 às 18:48

Públicado em 

28 dez 2021 às 18:48
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza Filipe Souza
O técnico Jorge Jesus, do Benfica
Jorge Jesus será sempre a primeira opção dos grandes times brasileiros Crédito: Reprodução Benfica
Se existe uma fórmula para ficar eternizado nas mentes e nos corações de um determinado grupo é encerrar sua trajetória no auge, e sem oferecer qualquer oportunidade ao fracasso. Talvez Jorge Jesus não imaginava, mas quando deixou o Flamengo após a conquista do Campeonato Carioca de 2020, o treinador criou para si uma áurea de divindade que não será desconstruída tão cedo no futebol brasileiro.
O técnico português, desligado do Benfica, nesta terça-feira (28), se tornou uma sombra no Flamengo desde sua saída  após a conquista do Campeonato Carioca 2020. Domènec Torrent, Rogerio Ceni e Renato Gaúcho, em suas curtas trajetórias à frente do clube, em algum momento sofreram com as comparações com o português.
É verdade que o futebol apresentado pelo Flamengo de Jorge Jesus em 2019 encantou o Brasil. Mais do que faturar o Brasileirão e a Libertadores, o time jogava com uma intensidade pouco vista por aqui. Sempre encurralava os rivais e vencia atuando de uma forma agradável aos olhos de quem gosta de futebol.
O desempenho de Jorge Jesus no Flamengo deixou inúmeras “viúvas”. Primeiro foram os torcedores rubro-negros, e agora vários outros que manifestam o desejo de ter o treinador comandando o time de coração. O Atlético-MG, surpreendido com a saída de Cuca, já mira o português como sua primeira opção. Há também quem peça Jorge Jesus no lugar de Tite no comando da Seleção Brasileira.
Jesus é um excelente profissional, mas sabe que a probabilidade de repetir o ano mágico que teve em 2019 é mínima. A chance de uma frustração é muito maior que a de um novo sucesso. Talvez isso também pesou para ele enrolar o Flamengo na negociação e evitar o seu retorno, já que o clube encaminhou a contratação de Paulo Sousa, outro português.
Fato é que o treinador só perderá a mística ao seu redor no dia que decidir retornar ao futebol brasileiro e por acaso não obter sucesso. O que o faria entrar na ciranda junto aos demais treinadores que trabalham no país. Mas enquanto isso não acontece, seguirá intocável no “Olimpo” dos técnicos.

Filipe Souza

Filipe Souza Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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