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Decisão

Fluminense x Boca Jrs: futebol em seus extremos na final da Libertadores

De um lado, um Tricolor que opta por ter a bola, comandar as ações e de jogar de forma ofensiva para vencer. Do outro, o Boca pragmático, que entende suas limitações e que não tem vergonha de jogar feio para alcançar seu objetivo

Publicado em 04 de Novembro de 2023 às 06:00

Públicado em 

04 nov 2023 às 06:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Boca Juniors e Fluminense disputam a grande final da Libertadores
Boca Juniors e Fluminense disputam a grande final da Libertadores Crédito: Conmebol/Divulgação
Chegou o grande dia! A Glória Eterna estará em jogo em um templo do futebol Mundial. Boca Juniors e Fluminense pisam o gramado do Maracanã às 17h deste sábado (4) para a grande final da Libertadores. E após apito final, apenas uma equipe terá seu escudo gravado no troféu mais importante da América do Sul.
Um duelo carregado de expectativas por suas nuances dentro e fora de campo. Um confronto que reúne seis títulos de Libertadores, todos do Boca Juniors, o que por si já mostra o tamanho do rival do time tricolor. Os argentinos, que contam no Brasil com um apoio absurdo de seus torcedores, que invadiram o Rio de Janeiro, vestem uma camisa pesada, acostumada a grandes jogos e que mira a vitória a qualquer custo.
Do outro lado, um Fluminense, que também é um gigante, mas que nunca conquistou a Libertadores. Um clube que volta ao Maracanã 15 anos após o que talvez seja um de seus maiores traumas: a derrota em casa para a LDU na final da Libertadores 2008. Mas desta vez entra como o grande favorito ao título.
Diz a sabedoria popular que “o jogo é jogado”. É verdade! Não se ganha de véspera, ainda mais quando se trata de um grande rival como é o Boca Juniors. Mas é preciso pontuar, que hoje, o Fluminense joga muito mais do que a equipe argentina. Se futebol fosse justo e só o talento contasse, o Tricolor já poderia ser considerado o campeão. Entretanto, em final, dezenas de outros fatores aparecem: concentração, tranquilidade, experiência, nervosismo. Muito mais do que bola, vence quem tem um psicológico preparado para uma disputa deste tamanho, em que o menor vacilo pode ser fatal.
O Fluminense carrega uma bela trajetória nesta Libertadores, vem embalado pela semifinal histórica que fez contra o Internacional, conta com ótimos jogadores, e que vivem momentos especiais em suas carreiras: Cano, Keno, Arias, Ganso, Jhon Kennedy, André, Fábio. Diniz ainda conta com o talento e bagagem de Marcelo, e até mesmo de Felipe Melo, que, ao mesmo tempo em que pode ser expulso, pode também ser muito útil ao time em um momento como esse, nunca se sabe. Não faltam elementos para levar o Fluminense ao título.
Já o Boca Juniors atropelou na fase de grupos e depois parece ter desacelerado. O time empatou todos os seus jogos no mata-mata e se classificou nos pênaltis. Se falta trato refinado à bola, sobra entendimento de suas limitações e competência nas disputas de pênaltis. O goleiro Romero e o atacante Cavani são as grandes esperanças desse time. Como diz um amigo: “O Boca joga o jogo”. É isso. Um futebol que não é bonito, não encanta, mas que anula o rival e é mostra eficiência quando precisa.
Ou seja, para ser campeão, toda essa qualidade técnica do Fluminense terá que ser suficiente para superar o pragmático futebol do Boca. Diniz terá sua maior prova de fogo em sua carreira como treinador, mas tem tudo para comemorar a conquista da glória eterna com seus comandados.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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