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Decisão

Flamengo x Athletico-PR: confronto de filosofias na final da Libertadores

Em abril, quando teve início a fase de grupos da Libertadores, apostar que o Flamengo era um dos candidatos ao título era uma constatação óbvia. Mas depositar as fichas no Furacão pareceria loucura. Essa é a graça do futebol: tudo pode acontecer

Publicado em 08 de Setembro de 2022 às 02:00

Públicado em 

08 set 2022 às 02:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Pedro, no Flamengo, e Vitor Roque, no Athletico-PR, são protagonistas nesta Libertadores
Pedro, no Flamengo, e Vitor Roque, no Athletico-PR, são protagonistas nesta Libertadores Crédito: Marcelo Cortes/Flamengo e Fernando Moreno/AGIF
Com a vitória sobre o Vélez Sarsfield por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (07), no Maracanã, o Flamengo confirmou sua vaga na grande final da Libertadores. O Rubro-Negro Carioca agora tem encontro marcado com uma equipe que compartilha de suas cores: o Athletico-PR. No dia 29 de outubro, o Monumental de Barcelona, em Guayaquil, na Colômbia, será o palco desta decisão que trará um duelo de estilos, e que até agora só nos oferece uma conclusão: a América do Sul vestirá preto e vermelho ao final da partida.
Faltam 50 dias para o grande jogo. Até lá muita coisa pode acontecer, mas em condições normais e com todos os seus jogadores à disposição, Dorival Júnior e Felipão vão utilizar estratégias e escalações já conhecidas de quem acompanha os clubes. Em uma final decidida em jogo único não dá para inventar. Qualquer escolha errada pode ser fatal.
De um lado, o Flamengo que prioriza a posse de bola e o domínio das ações em uma partida. A ofensividade é uma marca registrada da equipe, e isso é potencializado pelo talento de seus jogadores. Dono de um elenco com muitos recursos técnicos, o Flamengo chega favorito ao confronto. O ótimo desempenho no mata-mata da Libertadores e a boa fase de Pedro e cia empolgam.
Já do outro lado, teremos o estilo Felipão em sua essência. Sistema defensivo bem montado, marcação forte e apostas nos contragolpes. Estratégia que já deu errado contra o próprio Flamengo, na Copa do Brasil, mas que deu certo contra Estudiantes e Palmeiras, rivais que eram vistos como favoritos diante do Furacão. Porém, o plano de Luiz Felipe Scolari funcionou.
Façam um rápido exercício comigo. Lá na primeira semana de abril, quando teve início a fase de grupos da Libertadores, apostar que o Flamengo era um dos candidatos ao título era uma constatação óbvia. Mas depositar as fichas no Furacão pareceria loucura. E essa é a graça do futebol. Contrariando às expectativas, o Athletico-PR chegou, e vai bater de frente com o time carioca.
Enquanto o Flamengo venceu todos os seus seis jogos no mata-mata, marcou 17 gols e sofreu apenas 2, o Athletico-PR ganhou três partidas, fez 7 gols e tomou quatro. Uma equipe sobrou, e outro fez o necessário. O restante a história tratará de nos contar no dia 29 de outubro.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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