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Jornalista de A Gazeta há 10 anos, está à frente da editoria de Esportes desde 2016. Como colunista, traz os bastidores e as análises dos principais acontecimentos esportivos no Espírito Santo e no Brasil

Flamengo foi engolido pelo Furacão e vive seu pior momento na temporada

Tática do Athletico-PR limitou o ataque do Fla e foi perfeita para liquidar o jogo nos contragolpes. Estratégia que deve ser utilizada pelo Palmeiras na final da Libertadores

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 28/10/2021 às 02h17
Flamengo foi engolido pelo Athletico-PR no Maracanã
Flamengo se mostrou sem comando e sem criatividade diante do Athletico-PR. Crédito: Thiago Ribeiro/AGIF

Sem comando e sem criatividade, o Flamengo foi superado diante de sua torcida, em pleno Maracanã, pelo Athletico-PR e deu adeus ao sonho de conquistar a Copa do Brasil. Mas não foi qualquer derrota, foi um contundente 3 a 0 para não deixar dúvidas de quem foi melhor no confronto válido pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (27).

Favorito no duelo, o Flamengo sucumbiu ao esquema tático montado pelo técnico Alberto Valentim, que com um elenco sem craques, mas muito aplicado, conseguiu travar o ataque do Rubro-Negro carioca e ser perfeito para liquidar o jogo nos contra-ataques. Uma velha tática de times que entram em jogos decisivos sem favoritismo, porém foi suficiente para triunfar sobre um Renato Gaúcho que parecia sem ideias de como armar sua equipe.

Em uma discussão que gira em torno de “por que o Flamengo perdeu?”, primeiro é preciso compreender que foi o “Athletico-PR que ganhou”, e com méritos. O Furacão tem um time organizado e vai disputar duas finais no fim desta temporada: Sul-Americana e Copa do Brasil. Logo, tem que ser respeitado.

Dito isto, podemos voltar ao Flamengo e tentar entender por que um time que possui tanto potencial vive seu pior momento na temporada e mostra que desaprendeu a se portar diante de adversários que se fecham na defesa e tentam explorar os contragolpes. O que é no mínimo surpreendente já que a maioria dos rivais rubro-negros adotam essa postura, e até pouco tempo isso não era um problema. 

O Flamengo atuou sem Arrascaeta e David Luiz e isso tem um preço. Mas os demais jogadores do elenco podem entregar muito mais do que apresentaram no Maracanã. Se não entregam, o problema é de comando. E Renato Gaúcho aparenta ser motivador e cativante com os jogadores, mas um treinador sem estratégia e que não sabe como responder a desafios que nem são tão elaborados assim.

O Rubro-Negro vem em uma sequência de quatro jogos bem ruins. Empatou com Cuiabá e perdeu para o Fluminense no Brasileirão; empatou e perdeu para o Athletico-PR pela Copa do Brasil. O ponto em comum nesses jogos? Times que ofereceram a bola para o Flamengo, foram aplicados taticamente e pouco sofreram. Renato simplesmente não consegue reagir a isso. O que caracteriza um desempenho muito ruim para quem tem um dos melhores elencos do país sob seu comando. 

Mesmo em meio a esse péssimo momento, o Rubro-Negro pode salvar a temporada com o título da Libertadores. Afinal, a Copa do Brasil já foi para o espaço e o Brasileirão também é só questão de tempo. Mas na decisão da competição continental, o Flamengo vai se deparar novamente com esse desafio. O Palmeiras de Abel Ferreira não terá nenhuma vergonha de jogar por uma bola, de se defender primeiro para depois apostar na velocidade de Dudu, Rony e no poder de decisão de Luiz Adriano. Renato tem um mês para aprender a lidar com isso se quiser levantar ao menos esta taça ao fim do ano.

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