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Jornalista de A Gazeta há 10 anos, está à frente da editoria de Esportes desde 2016. Como colunista, traz os bastidores e as análises dos principais acontecimentos esportivos no Espírito Santo e no Brasil

Flamengo e Palmeiras: duelo de estilos na final da Libertadores

Rubro-Negro vai impor seu ritmo e propor o jogo, enquanto Palmeiras não terá vergonha de assumir uma postura mais defensiva e tentar responder nos contra-ataques

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 30/09/2021 às 05h00
Dudu e Bruno Henrique foram decisivos para seus clubes chegarem à final da Libertadores
Dudu e Bruno Henrique foram decisivos para seus clubes chegarem à final da Libertadores. Crédito: Cesar Greco/Palmeiras e Marcelo Cortes/Flamengo

A hegemonia do futebol brasileiro na América do Sul está consolidada. Na noite desta quarta-feira (29), o Flamengo foi até Guayaquil, no Equador, venceu o Barcelona por 2 a 0 e garantiu que o título da Libertadores será disputado, pelo segundo ano seguido, por dois clubes do Brasil. O Palmeiras, que eliminou o Atlético-MG na terça-feira (28) será o rival do time carioca na partida que vale a taça mais cobiçada do continente.

No dia 27 de novembro, quando a bola rolar no gramado do Estádio Centenário, em Montevideo, no Uruguai, Palmeiras e Flamengo vão fazer um duelo de estilo dentro de campo. De quebra, os principais clubes do país nas últimas temporadas ainda farão um tira-teima entre os dois últimos campeões da Libertadores.

É claro que ainda faltam praticamente dois meses para o grande dia, mas convenhamos que ambos os clubes, que seguem uma cartilha ao longo dos últimos anos, não vão mudar suas características a essa altura do campeonato. Comissões técnicas irão se preparar apenas para contarem com todos os jogadores em condições de performarem da melhor forma possível no jogo decisivo. Por isso, boa parte do prognóstico se torna possível para a expectativa do confronto.

Sedento por posse de bola e domínio das ações, o Flamengo tentará impor seu ritmo desde o início. Certamente controlará os primeiros minutos, mas terá dificuldade na forte marcação do Palmeiras. O time comandado por Renato Gaúcho vai precisar muito de Everton Ribeiro, Andreas Pereira e Arrascaeta para organizar o jogo. E como de praxe, vai contar com o poder de decisão de Gabigol e Bruno Henrique lá na frente. O Flamengo é favorito ao título.

No entanto, estará do outro lado do gramado um time que não tem vergonha de jogar feio, mesmo com um elenco que poderia oferecer muito mais. O Palmeiras, assim como na vitória sobre o Galo, vai apostar em uma marcação pesada nos principais jogadores rivais. Contra o Atlético-MG deu certo: Hulk e Nacho passaram longe de seus melhores jogos. Resta saber se Felipe Melo, Gustavo Gomez e Luan vão conseguir dar conta de parar o potente ataque rubro-negro.

O eliminado Galo Mineiro, que era favoritíssimo a superar o Palmeiras e chegar à grande final da Libertadores, seria um adversário que ofereceria riscos ao Flamengo, mas que por conta de seu estilo de jogo também permitiria espaços para o Rubro-Negro jogar. A partida certamente seria franca e aberta a muitos gols. Mas o Verdão pode vir a ser um rival bem mais perigoso já que vai se segurar e apostar nas jogadas de velocidade com Dudu.

Ao Palmeiras, o Flamengo não poderá dar tantas brechas e chances como mostrou ao incompetente time do Barcelona de Guayaquil. Diego Alves fez dois grandes jogos nas semifinais, o que revela falhas graves no setor defensivo rubro-negro, algo que será fatalmente explorado pelo Verdão, que tem um bom ataque e poderia assim chegar ao título. 

O clichê futebolístico diz que em final de um jogo só tudo é possível. Não deixa de ser uma verdade. Mas não há como não perceber que o Flamengo é melhor que o Palmeiras, o que não significa que levará a taça. Mas as chances são boas. Ao Verdão cabe o desafio de mostrar mais uma vez que pode surpreender, o que é muito possível pelo elenco e pelo técnico que tem.

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