Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Brasileirão

Fantasma do rebaixamento é o verdadeiro gigante na Colina

Com nova atuação sofrível, o Vasco perdeu para o Fortaleza e viu sua situação ficar muito complicada no Campeonato Brasileiro. Risco de rebaixamento é de 50%

Publicado em 11 de Fevereiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

11 fev 2021 às 02:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Romarinho marcou o gol que sacramentou a vitória do Fortaleza e jogadores do Vasco ficaram desolados
Romarinho marcou o gol que sacramentou a viktória d Crédito: Kely Pereira/Agif
Uma noite para ser esquecida. O Vasco foi até o Castelão enfrentar o Fortaleza, rival direto na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, e voltou para casa com um indigesto 3 a 0 na bagagem. Nesta quarta-feira (10), o Castelão presenciou um time que jogou futebol, e outro que tentou, mas não conseguiu exclusivamente por sua falta de capacidade.
A derrota do Cruz-Maltino para o Tricolor de Aço foi daquelas que deixou jogadores e técnico com vergonha de falar após a partida. Além do prejuízo na tabela com o placar elástico, a postura apática em um jogo de tamanha importância foi capaz de desanimar até os torcedores mais otimistas. O fantasma da Série B do Campeonato Brasileiro se mostra cada vez mais real para o Gigante da Colina, que agora vê o risco de rebaixamento chegar a 50%, de acordo com os matemáticos.
Pior do que perder, foi a forma como o Vasco foi derrotado. O time comandado por Vanderlei Luxemburgo se mostrou sem recursos para ameaçar o gol adversário. Das 12 finalizações, apenas uma foi na direção do gol, e isso com uma posse de bola de 57%. Ciente da inofensividade do rival, o Fortaleza deu a bola para Vasco e foi inteligente para liquidar o jogo nos erros do time carioca.
A questionável escalação de Luxemburgo também se mostrou uma tragédia. Cano, ainda sofrendo com uma gastroenterite, ficou no banco. Catatau foi o escolhido para o ataque: muita disposição e pouco futebol. No meio-campo, Juninho, Caio Lopes e Carlinhos não se entenderam. Bateram cabeça e ninguém criou. Sobrecarregado, Benítez lutou, mas pouco fez. E na defesa, Marcelo Alves foi muito mal.
No segundo tempo, Luxa colocou Talles e Cano em campo, mas o jogo já estava perdido, já que na primeira etapa, o Fortaleza conseguiu abrir 2 a 0 sem dificuldades. Restou à reta final do jogo a dificuldade escancarada do Vasco em saber o que fazer com a bola e o gol de Romarinho, que sacramentou a vitória do time nordestino.
O resultado deixou o Vasco na 17ª colocação do Brasileirão, abrindo a zona de rebaixamento com 37 pontos, mesma pontuação do Bahia, primeiro time fora do Z-4, e rival que sobrou para ser alcançado na luta pela salvação. Sport e Fortaleza chegaram a 41 pontos e já respiram mais aliviados.
O Gigante da Colina agora tem Internacional, Corinthians e Goiás no caminho. Não vai ser fácil, e a postura derrotada do elenco não dá muita esperança que o desafio pode ser superado. Dias de tensão no caminho do Vasco.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Segurar preços nem sempre protege o consumidor
Controle de preços parece solução, mas pode piorar inflação
Imagem de destaque
Baralho cigano: previsão para os 12 signos de 04 a 10 de maio de 2026
Imagem BBC Brasil
A guerra comercial por trás das estrelas Michelin: por que a gastronomia se tornou tão obcecada por prêmios

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados