Empolgação, muita transpiração, mas pouco resultado. Este foi Ricardo Sá Pinto no comando do Vasco. Vale lembrar que quando chegou para substituir Ramon Menezes, o português foi a única solução viável após a diretoria cruz-maltina receber muitas negativas. Ninguém queria assumir o time de um clube que não paga salários, vive ano politicamente conturbado e tem um elenco limitado. O técnico foi oferecido e o clube aceitou.
Se fora de campo, Sá Pinto, que nesses dois meses de clube nem recebeu salário, encontrou um ambiente desfavorável, à beira do gramado ele carrega pecados imperdoáveis. Sob seu comando, o time piorou e suas decisões são muito questionáveis. Aposta excessiva em Ribamar, deixar Tales Magno e Leo Gil no banco em jogos importantes. Inventou algumas vezes nas escalações e nas substituições, e viu seu time ser goleado até pelo Ceará, dentro de casa. Inadmissível.
Em determinado momento, Sá Pinto até acenou com uma evolução. Escalou o time com três zagueiros, e por alguns jogos, conseguiu deixar a equipe segura. Mas isso logo ruiu. Não demorou muito e os adversários encontraram o caminho do gol. Já no ataque, o técnico português não conseguiu fazer o time evoluir. Se o elenco não lhe oferecia grandes possibilidades além de Cano, era preciso ter ao menos organização, mas nem isso foi visto.
O Vasco tem um time limitado, e isso é fato. Mas não é equipe para ser rebaixada no Campeonato Brasileiro. Tem elenco melhor do que alguns rivais que estão à sua frente na tabela. Quem chegar, hoje o mais cotado é Zé Ricardo, terá essa única missão: livrar o time da degola. É possível.