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Ancelotti tem 9 meses para parir uma seleção campeã mundial. Vai conseguir?

Com a derrota para a Bolívia, o Brasil confirmou sua pior campanha na história das Eliminatórias para a Copa do Mundo

Publicado em 10 de Setembro de 2025 às 10:43

Públicado em 

10 set 2025 às 10:43
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza Filipe Souza
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, tem um grande problema nas mãos
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, tem um grande problema nas mãos Crédito: Rafael Ribeiro/CBF
Com a derrota por 1 a 0 para a Bolívia, o Brasil selou sua pior campanha na história das Eliminatórias para a Copa do Mundo. O quinto lugar na tabela é o retrato do que foi um ciclo terrível pós-Copa do Catar: Ramon Menezes de técnico interino, Fernando Diniz dividindo esforços entre a Seleção e o Fluminense, Dorival Júnior, e por fim Carlo Ancelotti, que chegou como cartada final da CBF e agora tem a missão de parir uma seleção campeã do mundo em nove meses, tempo que falta para a bola rolar nos Estados Unidos, no México e no Canadá. 
Com apenas quatro jogos à frente da Seleção Brasileira, é óbvio que Ancelotti é o menos culpado por esse caos. E a derrota para a Bolívia em uma partida que aconteceu a mais de 4 mil metros do nível do mar também não é parâmetro para avaliar uma equipe. Mas ao olhar para o todo está nítido que o Brasil não está pronto para a Copa do Mundo. Restam sete amistosos até o Mundial. Será que Carleto conseguirá montar um time campeão? 

Time indefinido

Em outros tempos, o torcedor mais atento à seleção saberia facilmente escalar o time titular, mas hoje fica difícil apontar ao menos alguns jogadores intocáveis na equipe, e alguns craques continuam ameaçados de nem entrarem na lista definitiva para a Copa do Mundo. Cenário que poucas vezes foi visto em um elenco que veste a camisa mais pesada do futebol mundial. Mesmo em meio a esse contexto caótico, há de se afirmar que o técnico é uma referência no mundo da bola e a geração de jogadores não é ruim. Visto que muitos são titulares em times grandes na Europa. Se eles jogam lá, e não jogam aqui, certamente o problema é outro.
Dito isto, certeza como titular na equipe de Ancelotti poucos têm. São eles: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Raphinha e Vinícius Júnior. No restante, muito já está encaminhado e restam dúvidas que serão respondidas nos próximos meses. Nas laterais, Vanderson larga na frente de Wesley na direita e Alex Sandro é o favorito na esquerda. Para fechar a dupla de zaga com Marquinhos, Gabriel Magalhães hoje é o favorito. Mas Alexsandro pode ganhar a vaga ou mesmo Militão, zagueiro de confiança de Ancelotti, mas que está machucado. 
No meio, Casemiro deve ter o contestado Bruno Guimarães como companheiro. Na armação, Matheus Cunha e Paquetá já foram testados, mas resta entender o que Ancelotti pensa com relação aos possíveis retornos de Neymar e Rodrygo. Então a definição no setor deve demorar. E no ataque Vini Jr. e Raphinha podem ter a companhia de João Pedro ou Richarlison.
Citei nesse texto até agora 18 jogadores. Acredito que esses estarão na Copa, mas impossível cravar. Principalmente por conta de lesões como Neymar, Militão e sobre o momento de Rodrygo. Todo esse momento da Seleção faz com que a equipe, hoje, não seja favorita ao título da Copa do Mundo. Está atrás de Argentina, Espanha, França, Portugal e em pé de igualdade com algumas outras. 
Para mudar esse cenário até a bola rolar na Copa, Ancelotti terá amistosos contra Coreia do Sul e Japão, em outubro, contra duas seleções africanas, em novembro, contra duas seleções europeias, em março de 2026 e um último amistoso mais próximo da Copa.  Tempo ainda tem, resta saber se o treinador conseguirá implementar sua filosofia de jogo e contar com seus jogadores no auge da performance.

Filipe Souza

Filipe Souza Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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