A fábrica de papel que a Suzano vai construir em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, tem nova previsão para começar a operar. O empreendimento, inicialmente planejado para o quarto trimestre deste ano foi adiado para janeiro de 2021.
A mudança de cronograma, mesmo que pequena, está relacionada à pandemia do novo coronavírus. Em virtude da doença, as obras na área onde o empreendimento vai ser instalado foram interrompidas.
“A Suzano informa que com o objetivo de zelar pela saúde e segurança dos colaboradores de seus prestadores de serviço, em função da pandemia da Covid-19, suspendeu temporariamente as obras de sua nova fábrica de conversão de papel tissue no município de Cachoeiro do Itapemirim. O cronograma será retomado quando a situação se estabilizar", justificou a companhia por meio de nota.
A nova data foi apresentada pelo gerente de Relações Corporativas da Suzano, André Brito, durante um seminário on-line no mês de junho para empresários e lideranças do setor produtivo capixaba. Na ocasião, o executivo relembrou alguns números do projeto como os R$ 130 milhões que serão investidos, os 300 empregos que serão demandados no pico das obras e os 200 postos de trabalho que serão criados para a operação da unidade.
A fábrica, anunciada em dezembro do ano passado pelo presidente da Suzano, Walter Schalka, terá capacidade de produzir anualmente 30 mil toneladas de papel higiênico, o equivalente a cerca de 34 milhões de rolos do produto por ano. A produção será voltada para o mercado interno, tendo Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais como principais Estados consumidores.
O empreendimento será instalado em uma área de aproximadamente 100 mil metros quadrados na Comunidade do Retiro, localidade de Safra, próximo à ES 482 e à BR 101.
MUDANÇA DE DATA, MAS NÃO DE PLANOS
Embora a data de inauguração da unidade tenha sido postergada, até aqui não há nenhuma previsão de mudança de rumos mais brusca, por exemplo, com o adiamento do projeto por um longo período ou mesmo o congelamento do investimento em Cacheiro de Itapemirim.
O empreendimento, que já seria muito importante para a região Sul capixaba em qualquer ocasião, será ainda mais necessário neste momento em que a economia sofre os reflexos da pandemia da Covid-19, em que a atividade industrial encontra-se fragilizada, os números do desemprego avançam e as perspectivas para o PIB não são nada otimistas. Que venha janeiro de 2021!