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Decisões no combate ao coronavírus

Casagrande pode não agradar, mas não pode ser acusado de arbitrário

Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, tem ouvido diferentes segmentos da iniciativa pública e privada para definir ações de combate à Covid-19 e para tomar decisões relacionadas à adoção de medidas mais restritivas

Publicado em 14 de Junho de 2020 às 05:00

Públicado em 

14 jun 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Governador do Espírito Santo Renato Casagrande durante pronunciamento sobre ações de combate à pandemia do novo coronavírus
Governador do Espírito Santo Renato Casagrande durante pronunciamento sobre ações de combate à pandemia do novo coronavírus Crédito: TV Gazeta/Reprodução
“Como governador, tenho que decidir entre uma medida ruim e uma pior. Não tem decisão nenhuma boa que eu tô tomando aqui.” A frase é do governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), e foi dita na última quarta-feira (10), quando o chefe do Executivo capixaba apresentou à imprensa e à sociedade o plano a ser adotado no Espírito Santo em caso de risco extremo no combate ao novo coronavírus.
De fato nenhuma das escolhas que têm que ser feitas neste momento é fácil e tampouco amistosa, mas é preciso reconhecer que todas elas estão sendo construídas de forma compartilhada. Para cada decisão que foi apresentada em relação às medidas restritivas que vão ser aplicadas quando a taxa de leitos de UTI chegar aos 91%, a equipe de governo ouviu muitos outros atores, tanto da iniciativa pública quanto da privada.
As decisões de Casagrande podem até não agradar a muita gente. Uns consideram que ele está sendo rigoroso demais em relação à circulação de pessoas e à abertura de negócios, enquanto outros o criticam por considerar que ele não está agindo com o rigor necessário para enfrentar a gravidade desta pandemia. Mas de uma coisa o governador não pode ser acusado: de definir suas estratégias de forma arbitrária e isolada.
Desde que o anúncio com as medidas mais restritivas foi feito, a coluna procurou fontes para repercutir e entender como o pronunciamento do governo estava sendo recebido pelos diferentes segmentos. Entre todas elas, a reação e a avaliação foi unânime: a de que em caso de ocupação maior dos leitos, é preciso impor ações mais duras, e que fazer isso de forma planejada, como foi anunciado, é o melhor caminho.
Há pelo menos 15 dias o governo estadual já vem debatendo, junto a diferentes lideranças, as estratégias que poderiam ser adotadas. Ou seja, ninguém foi pego de surpresa. Esse foi, inclusive, um compromisso que o Palácio Anchieta fez desde o início da pandemia. Tanto é que em um vídeo no dia 28 de maio, após a circulação de boatos sobre a adoção de lockdown, o secretário de Governo, Tyago Hoffmann, frisou que a sociedade não seria surpreendida com medidas desse tipo. O pronunciamento de Renato Casagrande de quarta-feira reforçou o cumprimento desse “acordo”.
Outra característica presente no discurso e na entrevista coletiva dada pelo chefe do Palácio Anchieta foi a transparência e a sinceridade para mostrar como estamos à beira de um colapso na saúde, e que impedi-lo não cabe só ao governo. Todos devem estar comprometidos no enfrentamento à Covid-19. Afinal, não há investimento que seja capaz de acompanhar a irresponsabilidade que estamos vendo diariamente nas ruas do Estado. E não estou falando de quem precisa sair para trabalhar.
governo capixaba poderia ter agido diferente e evitado chegar a esse ponto? Possivelmente sim. Mas a pergunta que tem que ser feita agora é por quanto tempo vamos continuar terceirizando os problemas e os culpados? Talvez seja tarde para pensar nisso, muitas vidas já foram perdidas, mas ainda dá tempo de assumirmos responsabilidades individuais que, não só farão bem a nós mesmos, como a toda sociedade.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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