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Pandemia

A falta de pescoço do general e ministro da Saúde

Dá pra imaginar que o pescoço de Eduardo Pazuello, que quase não se vê, será cortado em breve. Morrer gente dentro de hospitais por falta de oxigênio é algo absolutamente vergonhoso e inaceitável

Públicado em 

22 jan 2021 às 02:00
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante sua cerimônia de posse no Palácio do Planalto.
Devo dizer que acreditei na informação de que Eduardo Pazuello era considerado um especialista em logística Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Assistindo um noticiário de TV, me dei conta da falta de pescoço do general que ocupa um dos mais importantes cargos do país em tempo de pandemia. Devo dizer que acreditei na informação de que ele era considerado um especialista em logística, algo extremamente relevante e estratégico em tempos de emergências, quando o abastecimento de produtos e meios se faz indispensável. Em países continentais e heterogêneos como o nosso, essa capacidade se mostra ainda mais indispensável à vida.
Morrer gente dentro de hospitais por falta de oxigênio é algo absolutamente vergonhoso e inaceitável. É uma espécie de crime de lesa pátria, uma boa justificativa para gente que é séria pedir demissão e, sobretudo, para que sejam emitidas ordens de prisão preventiva de todos os irresponsáveis.
Dói saber que estamos em pleno retrocesso na saúde pública. É mais do que sabido que o Brasil detinha, até pouco tempo, reconhecimento mundial por sua capacidade de vacinar sua população inteira, sempre que necessário. Nosso Ministério da Saúde e o SUS eram respeitados mundo afora, por oferecer serviços de alto padrão de qualidade e eficiência.
Como se isso não bastasse, está claro que a prepotência e a desfaçatez praticadas em larga escala pelo governo federal nas suas relações com outros países estão nos custando caro. Nas relações bilaterais e nos negócios, prevalecem as vontades, os valores e as razões dos poderosos, daqueles que decidem se pode ser, quando será e sob quais condições. É a lei do mais forte que impera, sempre. Com arrogância e idiotices não se vencem disputas, sobretudo as inventadas.
Convém não esquecer que o processo da vacinação está apenas começando e tomando forma. É algo pra durar mais de ano, sujeito a todo tipo de perrengues e interferências. É de se esperar que a China, a Índia e outros produtores de vacinas e de insumos vão fazer valer suas políticas e seus interesses de donos do mercado. Para seguir nos entendimentos, eu soube que pediram a cabeça do desvairado do Itamaraty.
Voltando ao pescoço do ministro da Saúde, que praticamente não se vê, dá pra imaginar que ele será cortado em breve, a título de transferência de responsabilidade e em busca de sobrevivência política. O presidente já deu mostras de que governa aos solavancos e defenestra quem esteja ao seu lado, ainda que obedecendo às suas ordens e passando vergonhas.

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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