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Crise

Investimentos públicos são essenciais para a recuperação econômica

Medidas devem ser pautadas pela capacidade de gerar empregos no curto prazo e competitividade no longo prazo

Publicado em 05 de Junho de 2020 às 05:00

Públicado em 

05 jun 2020 às 05:00
Aldren Vernersbach

Colunista

Aldren Vernersbach

BR 262
BR 262: obra de duplicação é importante para a infraestrutura do Estado Crédito: Vitor Jubini
A crise econômica provocada pela paralisação das atividades globais em decorrência da pandemia do novo coronavírus – medida essencial ao seu controle – já provoca efeitos recessivos sobre a produção de todos os Estados brasileiros. O Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo deve recuar cerca de 4,8% em 2020. Por consequência, deve haver rebatimentos na manutenção da criação de empregos, geração de receitas estatais e consolidação de investimentos privados.
Com a crise, houve a elevação do risco de qualquer investimento e, consequentemente, o setor privado não investirá o que pretendia. Esse estancamento dos investimentos privados é reforçado pela já declarada recusa dos bancos privados em conceder empréstimos e financiamentos. Logo, o agente econômico que automaticamente assumirá os riscos para atuar de forma anticíclica é o Estado, preservando a lógica dos investimentos produtivos.
Diante da centralidade da atuação estatal para debelar a crise atual, o Estado capixaba tem a possibilidade de definir quais os projetos serão capazes de promover uma recuperação econômica mais acelerada, objetivando atender à urgente necessidade de gerar emprego e renda, promovendo ainda a ampliação da competitividade do território capixaba.
Investimentos públicos precisam ser muito bem avaliados, tendo em vista a sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento de longo prazo. No contexto de crise econômica, os investimentos devem ser definidos seguindo os critérios de: (i) capacidade de geração de emprego; (ii) utilidade no médio e longo prazos; e (iii) capacidade de elevar a produtividade e competitividade.
Obras em rodovias, infraestruturas associadas a esse modal logístico (pontes, túneis), infraestrutura de telecomunicações e saneamento básico têm esse potencial e são factíveis, devendo ser priorizadas.
Os investimentos do Estado capixaba para a implementação de uma política anticrise precisam ser destinados a projetos viáveis (excluindo aqueles de rasa factibilidade) e que sejam capazes de contribuir para o aumento da atratividade do Espírito Santo, bem como do bem-estar da população capixaba em sua totalidade, tanto no interior quanto nas áreas mais urbanizadas do Espírito Santo. A decisão de ampliar os investimentos públicos é inequívoca, contudo, projetos prioritários viáveis precisam ser apontados e delineados pelo Estado.

Aldren Vernersbach

A economia capixaba tem espaço aqui, com textos do economista, pesquisador e consultor, vinculado ao Instituto de Economia da UFRJ, membro do GEE, economista-membro da International Association for Energy Economics (IAEE) e do Institute for New Economic Thinking (INET)

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