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Saúde

Gengibre: a planta da digestão; veja os benefícios

Seu uso abrange a culinária com seu sabor picante, a medicina natural tradicional, com chás devido a sua natureza morna, e a medicina natural contemporânea descobrindo os benefícios dos seus mais de 115 componentes estudados, como o gingerol

Publicado em 26 de Julho de 2021 às 02:00

Públicado em 

26 jul 2021 às 02:00
Adrieli Borsoe

Colunista

Adrieli Borsoe

Gengibre
Seja qual for a forma de extrair seus benefícios, através da ingestão junto aos alimentos, uso tópico com óleos diluídos ou pomadas, cápsulas ou chás, é possível notar os efeitos no corpo Crédito: Freepik
O gengibre é uma planta herbácea amplamente utilizada no mundo e a parte mais comum de uso é seu rizoma, que é um caule duro, grosso e subterrâneo. Não é uma planta nativa do Brasil e no Espírito Santo há um dos principais locais de cultivo do país, devido às suas condições ideais de clima e solo.
Seu uso abrange a culinária com seu sabor picante, a medicina natural tradicional, com chás devido a sua natureza morna, e a medicina natural contemporânea descobrindo os benefícios dos seus mais de 115 componentes estudados, como o gingerol.
Seja qual for a forma de extrair seus benefícios, através da ingestão junto aos alimentos, uso tópico com óleos diluídos ou pomadas, cápsulas ou chás, é possível notar os efeitos no corpo. Enumeram-se as vantagens especialmente para as queixas digestivas, como gastrite, náuseas, vômitos, azia, gases intestinais e digestão lenta.
Além dos efeitos sobre o funcionamento digestivo do corpo, há um efeito termogênico, que aumenta a produção de calor no organismo. Esse fenômeno induzido pelo gengibre pode aumentar em até 5% o gasto calórico do corpo e ajuda a ter mais ânimo para atividades físicas. O ganho principal nesse quesito está no aumento da capacidade de equilibrar a própria temperatura interna do corpo com a do meio ambiente. E equilíbrio e adaptabilidade são bons sinais de saúde, explicitamente exemplificados no benefício do gengibre em regular a pressão arterial.
Um corpo que digere melhor tem uma melhor transformação dos alimentos e se consegue regular-se e adaptar melhor sua temperatura, ocorrendo um melhor funcionamento. Isso interfere diretamente na nossa capacidade de enfrentar doenças como resfriados, por exemplo.
O gengibre tem propriedades anti-inflamatórias e seu composto tem capacidade de modular linfócitos T e diminuir níveis de Cox-2. Além disso, ajuda no controle da diabetes como observado em um estudo de 2015, em que a suplementação de gengibre reduziu o açúcar no sangue em jejum em 12% e melhorou o controle de açúcar no sangue a longo prazo em 10%.
Apesar dos inúmeros benefícios, o gengibre deve ser utilizado conforme orientação pertinente a cada caso e deve ser evitado por gestantes no início da gravidez, pessoas com tendência a hipoglicemias e dificuldades na coagulação do sangue.

Adrieli Borsoe

É Fisioterapeuta, acupunturista e especialista em avaliação e tratamento de dor crônica pela USP. Entende a saúde como um estado de equilíbrio para lidar com as adversidades da vida de forma mais harmônica

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