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É Fisioterapeuta, acupunturista e especialista em avaliação e tratamento de dor crônica pela USP. Entende a saúde como um estado de equilíbrio para lidar com as adversidades da vida de forma mais harmônica

Benefícios das áreas azuis ao ar livre para a saúde

É sabido que ambientes naturais ao ar livre podem ajudar a reduzir o estresse, promover a atividade física e relações sociais e potencialmente melhorar a saúde e o bem-estar humanos

Publicado em 12/07/2021 às 02h00
Data: 12/06/2020 - ES - Vitória - Praia da Guarderia, em Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ
Pesquisadores do Reino Unido puderam analisar que a saúde mental era melhor nos anos que esses indivíduos viveram pelo menos 5 quilômetros da costa. Crédito: Fernando Madeira

Morar em um estado rico em natureza como o Espírito Santo é uma oportunidade, e essa oportunidade inclui benefícios à saúde. É sabido que ambientes naturais ao ar livre podem ajudar a reduzir o estresse, promover a atividade física e relações sociais e potencialmente melhorar a saúde e o bem-estar humanos. As políticas em saúde nesse âmbito reúnem profissionais do urbanismo e da saúde para favorecer os espaços, ainda que de forma artificial.

Estudos mostram que a presença de ambientes naturais em ambientes urbanos, particularmente espaços verdes (árvores, grama, florestas, parques, etc), foram associados com uma redução dos níveis de poluição atmosférica e sonora, além de regular temperaturas nas cidades, o que pode levar a uma redução dos impactos desses fatores ambientais em nossa saúde.

É possível enumerar com facilidade os benefícios dos espaços verdes ao livre, mas a integração destes com os espaços azuis potencializa grandemente as vantagens em saúde. Os espaços azuis incluem lagos, rios, mar e as vantagens acontecem estando dentro ou próximo da água, de forma que desfrutamos ao ver, ouvir ou de outra forma sentir a água.

Acompanhando pessoas ao longo de 18 anos, pesquisadores do Reino Unido puderam analisar que a saúde mental era melhor nos anos que esses indivíduos viveram pelo menos 5 quilômetros da costa. Viver a menos de 2 quilômetros do mar parece trazer mais satisfação com a vida do que morar a mais de 5 quilômetros. Há maior probabilidade de um estilo de vida menos sedentário e os níveis de atividade física vão de adequados a altos em regiões oceânicas ou de água doce.

Ainda não há evidências fortes o suficientes para associar diminuição nos índices de obesidade e do risco cardiovascular de quem desfruta dos espaços azuis, mas é perceptível uma maior preocupação a nível estético pela maior exposição dos corpos em regiões litorâneas, por exemplo. Estas também são ricas em modalidades de esportes há grande incentivo à atividade física.

Quando se pensa em hábitos de saúde não há maneira de não pensar em contato com a natureza. A melhor maneira é aquela que der para fazer e a melhor hora para começar é o agora. Ouvir um barulho de queda d’água de uma cachoeira, molhar os pés na praia, exercitar-se numa piscina natural ou artificial, praticar remo e surf no mar, olhar o reflexo do sol e da lua num lago melhoram a percepção de saúde e qualidade de vida.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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