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Bem-estar

Envelhecimento: veja como a desidratação pode nos distanciar da longevidade

Um corpo em desidratação perde sua capacidade de realizar funções importantes, acelerando o processo de incapacidades funcionais, típicas do envelhecimento

Publicado em 23 de Agosto de 2021 às 02:00

Públicado em 

23 ago 2021 às 02:00
Adrieli Borsoe

Colunista

Adrieli Borsoe

Idoso bebendo água
Com o envelhecimento, a proporção de água no corpo humano reduz de 70% do peso corporal enquanto recém-nascidos, para 60% na infância e até 50% em idosos Crédito: Freepik
Muito se fala sobre o quadro de desidratação que acomete o idoso, sempre lembrando os sinais que o corpo costuma mandar nessa situação. Há desorientação, dor de cabeça, lábios rachados, pele seca, urina escura e escassa. Há toda uma explicação na falta de sede que ocorre no idoso por má adaptação da termorregulação corporal, ou ainda a senescência dos rins, sempre associando a desidratação ao envelhecimento.
Toda a concordância em saúde sobre o assunto gira em torno do fato que envelhecemos e com isso desidratamos, mas será que a reflexão não está na afirmação de que envelhecemos porque desidratamos?
Com o envelhecimento, a proporção de água no corpo humano reduz de 70% do peso corporal enquanto recém-nascidos, para 60% na infância e até 50% em idosos. Uma das principais causas está na diminuição das reservas corporais de água com a idade, estamos falando da perda de massa muscular. Desidratamos, logo, envelhecemos.
Além disso, há uma diminuição na função renal devido a mudanças estruturais, como a diminuição do tamanho dos rins, por exemplo. Sabe-se que a cada década, o fluxo sanguíneo renal diminui cerca de 10%, contribuindo para uma maior perda de água. Envelhecemos, logo, desidratamos.
Por fim, regulações hormonais fazem com que a sede e a reserva de fluidos seja menor em idosos. O uso de alguns medicamentos também influencia na regulação da temperatura corporal do idoso, fazendo com que o equilíbrio dos líquidos do corpo fique prejudicado.
Um idoso com um decréscimo de água corporal total de 2% pode resultar em alterações significativas em termos físicos, oculomotores, psicomotores e cognitivos. Um corpo em desidratação perde sua capacidade de realizar funções importantes, acelerando o processo de incapacidades funcionais, típicas do envelhecimento.
Envelhecer é perder a capacidade de ser flexível e adaptável às exposições da vida e a desidratação acaba por nos distanciar da longevidade. Uma planta quando morre, seca. No entanto, uma árvore pode viver centenas de anos se mantiver suas funções vitais permitidas pela circulação equilibrada de água, como funciona no pulsar da seiva, que nossos líquidos orgânicos imprimam vida.

Adrieli Borsoe

É Fisioterapeuta, acupunturista e especialista em avaliação e tratamento de dor crônica pela USP. Entende a saúde como um estado de equilíbrio para lidar com as adversidades da vida de forma mais harmônica

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