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Infraestrutura

Os planos A e B do governo do Espírito Santo para ferrovia

Agência Nacional de Transportes Terrestres fará audiências em diversos estados, inclusive o ES, para discutir a futura concessão da Ferrovia Centro-Atlântica, que liga o Estado ao Brasil Central

Publicado em 01 de Outubro de 2024 às 03:50

Públicado em 

01 out 2024 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

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Locomotiva da VLI em ferrovia que chega ao Porto de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
As audiências públicas sobre a renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica, a maior do Brasil e a única ligação do Espírito Santo com o Brasil Central, começam nos próximos dias. Será a oportunidade de a sociedade conhecer o projeto, debatê-lo e, no limite, sugerir mudanças. Os encontros, que acontecerão nos oito estados cortados pela ferrovia, são organizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela gestão do ativo federal.
O governo capixaba, claro, enviará os seus representantes para o debate. O governador, Renato Casagrande, e o vice, Ricardo Ferraço, que também responde pela secretaria de Estado de Desenvolvimento, já definiram qual será a linha de argumentação. O plano A é a inclusão da variante da Serra do Tigre (em Minas Gerais) no projeto. Hoje, o debate está em cima da ferrovia já existente. O governo capixaba, por sua vez, defende que o contorno da serra (trecho com aproximadamente 400 km) seja incluído no pacote de investimentos a serem feitos pela concessionária que ficará responsável pelo FCA entre 2026 e 2056.
O argumento é dar mais eficiência ao transporte de cargas do Brasil Central para os terminais portuários do Espírito Santo (na Grande Belo Horizonte a FCA se conecta à Ferrovia Vitória-Minas). Na visão dos capixabas, o investimento é fundamental para as pretensões do Estado de tornar-se uma plataforma logística nacional, com capacidade para receber e distribuir as importações e escoar a produção brasileira mundo afora.
A variante, na defesa do governo estadual, vai melhorar o traçado e fazer com que as composições, que hoje trafegam a, na média, 12 km/h, possam chegar a 40 km/h. Ampliando a eficiência da estrutura a expectativa é trazer para os portos do Estado parte das milhões toneladas de grãos e demais produtos do agro brasileiro que são exportados por ano para todo o planeta. Pelas contas da Fundação Dom Cabral, instituição contratada pela Findes para estudar o tema, a economia do empresário do agro com a variante ficaria perto dos R$ 10 por tonelada transportada.  
O plano B passa por um investimento direto do governo federal. A União faria o aporte (o investimento todo ou pelo menos um parte) e uma concessionária (a mesma da FCA ou uma outra empresa) administraria o novo trecho. Por ainda não haver um projeto executivo, não se sabe exatamente de quanto, há quem fale em R$ 5,5 bi e há quem fale em mais de R$ 10 bi. A VLI Logística, atual concessionária, já disse que o desafio da variante está na viabilidade econômica.
A audiência pública da ANTT está marcada para o próximo dia 15 de outubro, em Vitória, ainda sem local definido.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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