Gustavo Serrão, após pouco mais de dois anos no cargo, deixou, na última quinta-feira (18), o comando da Vports, concessionária responsável pelo Complexo Portuário de Vitória. De acordo com os dois lados, tratou-se de um "ciclo natural de mudanças na empresa". Pedro Benevides, diretor Comercial da companhia desde quando a concessão foi feita, em 2022, fica na cadeira até o novo CEO chegar. A Quadra Capital, dona da Vports, já iniciou o processo de contratação, mas ainda não tem data para anunciar o novo nome. Os desafios que serão colocados para o novo executivo, por sua vez, já estão definidos.
Nas operações de Vitória e Vila Velha, caberá ao novo CEO focar no desenvolvimento de projetos e na atração de cargas em um ambiente de maior concorrência, afinal, o Porto da Imetame deve começar a funcionar em 2027, o Porto Central está previsto para 2028 e Portocel está em ritmo de expansão. Soluções como a expansão da área de contêineres, inaugurada pela Log-In, responsável pelo terminal, no dia 10 de junho, são muito bem vistas. Também estará na lista de prioridades uma atenção especial para a ampliação da capacidade marítima e terrestre do complexo.
Observando a ampliação do leque de oportunidades no longo prazo, caberá ao novo presidente desenvolver a área que a Vports tem em Barra do Riacho, Aracruz, entre Portocel e Porto da Imetame. Hoje, não há nada ali. Terá de sair do zero. A expectativa é de que o licenciamento ambiental saia até o começo do ano que vem. A concessionária deu entrada no pedido junto ao Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente) no primeiro semestre de 2025. A partir disso terá de ser definido o que será feito no espaço com mais de 500 mil metros quadrados de retroárea, buscar financiamento e partir para a execução. Não é pouca coisa.
Importante sempre lembrar que o Complexo Portuário de Vitória, muito embora consolidado, tem travas de infraestrutura que são insuperáveis. Os maiores navios do mundo não entram e não entrarão na Baía de Vitória. Buscar soluções para o Porto de Vitória - elas existem (cabotagem e offshore, por exemplo) - e dar a tacada certa em Barra do Riacho, onde um hub portuário de grande porte está em pleno desenvolvimento, são estratégicos para o futuro da concessionária responsável pela única autoridade portuária privada do Brasil.
Veja Também
Data marcada para o pontapé inicial da GWM no Espírito Santo
Máquinas pesadas: Brasif e japonesa Hitachi montam operação no ES
"Sou muito otimista com relação ao Brasil", diz professor do Ibmec
Parque logístico capixaba: o otimismo impera, mas temos desafios
Grandes áreas em negociação: Contorno de Jacaraípe é o novo vetor da Serra
Vitória quer facilitar venda de potencial construtivo no Centro