Será lançado, nas próximas semanas, o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cadeia da Pimenta-do-Reino do Espírito Santo. A estruturação está sendo finalizada pela Secretaria de Estado da Agricultura. Será algo nos mesmos moldes do que já existe no café, desde 2023. O objetivo é ganhar eficiência e produtividade dentro das propriedades e, além disso, estar em linha, sob os aspectos sociais, sanitários, ambientais e de rastreabilidade, com os mercados mais exigentes (e rentáveis) do mundo: Europa e Estados Unidos. No caso do café, por exemplo, entraram no pacote a disseminação do uso de tecnologia e agregação de valor à produção.
"A pimenta se estabeleceu de maneira muito rápida e forte nas propriedades capixabas, principalmente na região de São Mateus. Em paralelo, ganhou enorme protagonismo na pauta exportadora, ganhando mercados relevantes lá fora. Só no primeiro quadrimestre de 2026 as vendas para fora bateram em quase R$ 800 milhões. Estamos caminhando bem, mas precisamos dar um passo além. O currículo de sustentabilidade visa melhorar e ampliar os negócios, afinal, os maiores mercados do mundo exigem isso e nós queremos estar neles. É nisso que vamos focar e trabalhar", explicou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
No caso do café, o projeto oferece assistência técnica e extensão rural a produtores de café arábica e conilon. Técnicos do Incaper realizam visita à área para diagnóstico baseado em vários indicadores alinhados a protocolos internacionais. A partir daí, é elaborado um plano de ação personalizado para a propriedade - do manejo à pós-colheita. Os técnicos acompanham a implementação das melhorias ao longo do processo.
"Hoje, são 6,5 mil propriedades de café dentro do programa. Até 2030, serão mais de 30 mil. É um projeto estruturante, que visa deixar o nosso produtor preparado para enfrentar e conquistar o mercado lá fora", assinalou Bergoli.
Hoje, um dos grandes desafios da pimenta-do-reino capixaba é chegar diretamente aos mercados norte-americano e europeu, ampliando consideravelmente a margem do negócio. Grande parte da produção capixaba ainda precisa passar por intermediários, caso do Vietnã. Para isso, melhorias sanitárias e de beneficiamento precisarão ser implementadas ao longo da cadeia.
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