Do início de 2025 para cá, o movimento de cargas pelos portos do Espírito Santo experimenta um crescimento relevante. Em março de 2025, foram 10,37 milhões de toneladas, em dezembro do mesmo ano, foram 14,1 milhões de toneladas. O maior volume mensal desde janeiro de 2021. Os dados estão no Atlas da Infraestrutura, do Observatório da Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo).
Desde o começo da década, quando começa a série histórica do Atlas, o gráfico do movimento de cargas pelos portos capixabas mantém uma certa ordem temporal: o início de ano é quase sempre mais fraco e há uma aceleração no decorrer dos meses. A tendência do último ano segue a mesma, mas em patamares bem mais elevados. Depois de um dezembro de 2025 forte (14,1 milhões de toneladas), houve uma queda em janeiro de 2026, para 11,1 milhões de toneladas, mais ainda assim bem acima da média dos últimos quatro anos.
Mas o que puxou esse movimento? Fundamentalmente o aumento das operações de minério de ferro feitas pela Vale. Em janeiro, quando o Estado movimentou 11,1 milhões de toneladas por seus terminais, o minério de ferro, sozinho, movimentou 7,6 milhões de toneladas, ou seja, 69,3%. O peso de Tubarão, um dos maiores portos dedicados do mundo, é enorme dentro do cenário capixaba.
O que já vinha bem em 2025 deve melhorar em 2026. A produção de pelotas de minério de ferro nas seis usinas da Vale, em Tubarão, bateu em 5,02 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026. O volume é 35,1% acima do que foi produzido nos primeiros três meses de 2025, 3,7 milhões de toneladas, avançou em 2,8% na comparação com as 4,89 milhões de toneladas que saíram das usinas no quarto trimestre do ano passado. As linhas capixabas tiveram resultado mais forte que a média geral das pelotizadoras, que ampliaram a sua produção em 14% na comparação com o início do ano passado. Além disso, com a guerra no Oriente Médio, a Vale decidiu trazer a produção de Omã, que fica ao lado do conflito, para o Espírito Santo.
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