A Zurich lançou, há exatos três anos, o plano de desenvolvimento imobiliário do entorno do Aeroporto de Vitória. Qual é o balanço?
Portanto, somando inaugurados com obras já iniciadas, temos um aporte de R$ 300 milhões. Além disso, temos um portfólio de empreendimentos sendo analisados e negociados que injetarão mais de R$ 1,8 bi em investimentos na área do entorno do Aeroporto. Com certeza, pela localização e valor do que estamos negociando, isso vai sair do papel ao longo dos próximos dez anos.
Estamos falando de empreendimentos dos mais diversos negócios, de tudo aquilo que compõe a vida de uma cidade. Indo além um pouco do desenvolvimento imobiliário, temos vitórias importantes como a doação de 13 mil m², tudo autorizado pelos órgãos federais, para a prefeitura de Vitória fazer o mergulhão de Jardim Camburi. Algo muito relevante para a cidade, em linha com a nossa atuação.
Outra coisa que gostaria de falar, tem a ver com sustentabilidade, é um investimento de mais de R$ 7 milhões para colocar equipamentos de fornecimento de energia limpa para os aviões em solo. O avião desliga o motor e deixa de lançar gases de efeito estufa enquanto está parado no Aeroporto. Deixaram de ser emitidos mais de 3 mil toneladas de dióxido de carbono.
Lembro que havia uma desconfiança sobre o modelo, que é de concessão. Foi vencida?
Como é uma concessão, não existe venda, não tem entrega de propriedade, mas para a maioria dos empreendimentos a curva do tempo é suficiente para entregar um bom retorno. Uma portaria do governo, de 2020, permite que o empreendedor fique no local negociado com a concessionária até 30 anos depois do término da concessão, o que ajuda bem.
No caso aqui, pode ser até 2079. Mas, de novo, não é um modelo comum por não sermos os donos da terra.
Os resultados alcançados até aqui estão dentro, acima ou abaixo do previsto?
A área central do projeto andou, a de serviços e de varejo também, mas não tem nada na área logística. Tem uma dificuldade com logística aqui em Vitória? Qual é a avaliação que a Zurich faz olhando para cada um daqueles espaços vocacionados?
Também posso dizer que eu não sei se esse é um setor que a cidade de Vitória tem tanto interesse de que aconteça aqui dentro do município. Se os moradores e os agentes como um todo entendem como importante.
Estamos aqui para desenvolver uma grande área, mas partimos do princípio que a cidade precisa querer. É uma conjunção de fatores que faz com que a logística esteja mais devagar. Mas, no geral, olhando para todas as possibilidades, estamos indo bem.
Assim que vocês assumiram, disseram que um dos objetivos era aumentar a quantidade de carga movimentada por Vitória. Vieram novos voos cargueiros. Vai ficar por aí ou vai além?
E, além disso, temos a carga doméstica, que também vem tendo volumes consistentes, o que ajuda a trazer voos e aeronaves maiores para Vitória. A aeronave pode até estar um pouco vazia olhando para as poltronas dos passageiros, mas o porão de cargas está lotado. Isso é muito importante.
Azul e Mercado Livre estão com galpões de carga aqui no Aeroporto, é um movimento que visa justamente dar viabilidade para tudo isso que estamos falando. É uma rede que se sustenta como um todo.
O mercado de carga é fundamental para dar robustez para a aviação comercial. Estamos sempre crescendo e investindo. O Estado tem vocação para isso, sem dúvida.