O problema, de acordo com Centrorochas e com o Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado (Sindirochas), se deu no último trimestre do ano passado. Os primeiros seis meses de 2022 foram muito bons, com expansão de 8,4% nas vendas. "
Enfrentamos muitos desafios como a complexidade logística, alta no valor do frete marítimo, principais clientes com estoque abastecido e, claro, a concorrência com os materiais artificiais. Os números do último trimestre de 2022 apontaram uma expressiva retração nas exportações, podendo haver ainda reflexos no primeiro bimestre de 2023. Ainda assim, temos a expectativa de que o mercado venha a reagir”, assinala o presidente do Centrorochas, Tales Machado.
“Entendo que uma série de fatores contribuíram para tal resultado. Juntam aos já mencionados a queda na atividade econômica em nossos principais mercados e o redirecionamento de recursos para aquisição de materiais concorrentes que estavam com a indicação de elevação de carga tributária em curto prazo”, aponta Ed Martins, presidente do Sindirochas. Em 2022, Estados Unidos, China e Itália representaram, respectivamente, 58%, 13% e 8% do total das exportações do país.
Diante da forte concorrência imposta por materiais artificiais fabricados na Ásia, os empresários apostam em ações para ampliar o mercado lá fora. Em breve será lançado o projeto "It's Natural - Brazilian Natural Stone", desenvolvido pelo Centrorochas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).