O Santander divulgou, nesta quarta-feira (17), o "Brasil Macroeconomics", projeção de crescimento das regiões e estados brasileiros até 2027 elaborada pelo Departamento Econômico da instituição. O trabalho é comandado por Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander e que já foi secretária da Fazenda do Espírito Santo. O banco aponta para um cenário em que a economia capixaba terá o maior crescimento econômico da Região Sudeste (Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), que é a mais rica do Brasil, até o ano que vem. O PIB estadual é estimado em 2,1%, para 2026, e 1,2% para 2027.
Os índices serão puxados pelo desempenho da indústria extrativa capixaba (minério de ferro e petróleo, principalmente). A desaceleração do Estado econômica está em linha com o cenário macroeconômico brasileiro. O Boletim Focus (média das estimativas feitas pelo mercado), divulgado semanalmente pelo Banco Central, aponta que o Brasil crescerá 1,96%, em 2026, e 1,7%, em 2027.
"A dinâmica da indústria extrativa tem dado um suporte importante à economia do Espírito Santo. O Estado mantém sua resiliência mesmo diante de um cenário de desaceleração nacional prevista para os próximos anos", explica Gabriel Couto, economista do Santander.
A indústria do Espírito Santo projeta crescimentos expressivos de 2,8%, em 2026, e 2,3%, em 2027. Os serviços, maior parcela do PIB, devem crescer 1,9% em 2026 e 0,9% em 2027. Já no agronegócio, as projeções são de 1,4% para 2026 e 1,7% para 2027.
O economista alerta para o El Niño, evento climático de proporções relevantes que pode atrapalhar o desempenho econômico nos próximos anos, principalmente do agro. "Mesmo com a desaceleração prevista a partir de 2026, o mapa econômico do país segue mostrando uma expansão disseminada. O desafio à frente passa a ser manter maior consistência no crescimento, em contexto de heterogeneidade regional e sensibilidade a choques climáticos e financeiros".
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