Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Energia

"Ainda vejo um grande potencial para petróleo no ES", diz ex-presidente da Petrobras

Jean-Paul Prates, que ficou no comando da empresa entre 2023 e 2024, disse enxergar potencial para mais 40 anos de produção no Estado

Públicado em 

26 jun 2025 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Jean-Paul Prates, ex-presidente da Petrobras, participa de evento em Vitória
Jean-Paul Prates, ex-presidente da Petrobras, participa de evento em Vitória Crédito: Divulgação / Lide ES - Fabrício Saither
O ex-presidente da Petrobras Jean-Paul Prates, que ficou no comando da empresa entre 2023 e 2024, disse enxergar potencial para mais 40 anos de produção de petróleo e gás natural no Espírito Santo. "Principalmente de óleo e no mar. Vejo muito potencial no pré-sal do Espírito Santo", afirmou à coluna em evento do Lide Espírito Santo realizado em Vitória.
Vindo de quem, há pouco, estava no comando da maior empresa de petróleo do país, com profundo conhecimento da geologia nacional, é uma afirmação importante e estratégica. "Vejo a Foz do Amazonas, a Bacia de Pelotas e o Espírito Santo como relevantes fronteiras do petróleo no Brasil. Especificamente no Estado, enxergo grandes possibilidades nos campos maduros -  com ganhos de eficiência e novas atividades exploratórias - e no pré-sal capixaba, aí falando de campos novos, ainda não explorados. Vejo uma atividade importante por aqui por mais 40 anos".
Prates acredita que a velocidade do processo no Estado dependerá do desempenho das atividades exploratórias na Margem Equatorial. "Saiu agora a primeira licença para o início da atividade exploratória, pode ser que não dê nada. Caso isso aconteça, vejo o Espírito Santo aparecendo, em um tempo relativamente curto, com muita força no cenário".
O Espírito Santo vem, nos últimos dez anos, tendo seguidas quedas na produção de petróleo. Em 2014, a extração média ficou em 367 mil barris por dia. Em 2024, foi de 154,9 mil barris/dia, encolhimento de 57,8% no período. Trata-se de uma consequência da queda vertiginosa da atividade exploratória. Entre 1998 e 2014, era frequente que o número de poços exploratórios (destinados à descoberta de novas jazidas) perfurados no Estado ficasse acima dos 20 por ano. Grande parte deles fica no mar, onde fica o grosso da produção. Entre 2015 e 2024, nunca a quantidade de perfurações superou os cinco poços. Sendo que, em 2016 e 2017, nada foi feito.
A indústria do petróleo e do gás natural responde por algo perto de 25% da indústria geral do Espírito Santo. Uma queda muito rápida teria consequências ruins para o PIB capixaba. 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Marcelo Diniz Alves, de 49 anos, é líder do PCC e foi preso em Guarapari
Líder do PCC que atua em região alvo de ataques em Vila Velha é preso
Imagem de destaque
Box de banheiro: 5 ideias para se inspirar
ozempic
O novo paradigma da cirurgia plástica na era dos remédios emagrecedores

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados