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Capixapédia

O dia em que o mosquito venceu as eleições para prefeito de Vila Velha

Desacreditados na classe política e infernizados por mosquitos que 'atacavam' em Vila Velha, moradores fizeram protesto nas urnas
Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 jun 2017 às 18:40

Publicado em 13 de Junho de 2017 às 18:40

Crédito: A Gazeta
Uma situação inusitada marcou as eleições de 1987, em Vila Velha. Como na época não havia urna eletrônica e o voto era por meio de cédulas de papel, a maioria dos eleitores que optaram por votar nulo escolheu o “mosquito” como autoridade máxima do poder executivo do município. Foram 29.884 cédulas com a palavra "mosquito" escrita , o que representou 23,5% da apuração. Este índice foi superior à votação do candidato vitorioso, Magno Pires (PT), que obteve 26.576 votos, correspondendo a 20,9% do total apurado.
Os votos em “mosquito” foram uma forma de protesto contra a classe política e em homenagem ao inseto que infernizava a vida dos moradores na cidade. Os eleitores votaram também em “Sapo seco”, “Figueiredo”, “Xuxa”, “Militares” e escreveram nomes impublicáveis nas cédulas de papel para se referir aos candidatos.
Os votos em branco foram escolhidos por 11.563 eleitores, o que representa 9,1% da apuração, enquanto 16.565 eleitores se abstiveram, o que significa 13% do total. Dessa forma, as abstenções, votos nulos e em branco somaram quase metade dos eleitores (45,6%).
Crédito: Amarildo
Na ocasião, o cientista político Roberto Beling e o sociólogo Dilvo Peruzzo atribuíram o grande índice de votos nulos - 23,5% -, superior ao percentual atingido pelo candidato vitorioso, Magno Pires (PT), à descrença da população para com os políticos. Para eles, o povo estava cansado das promessas dos partidos tradicionais e resolveu protestar.
Obviamente, os "votos do mosquito" foram anulados e quem venceu as eleições foi o candidato petista Magno Pires, do PT. Na opinião de Beling e Peruzzo, o petista ganhou por conta do crescimento das pequenas agremiações em consequência da crise da Nova República.
“Houve uma migração expressiva de votos para o PT”, disse Beling. Já Peruzzo afirmou que um fator importante contribuiu para a vitória petista: a ajuda dos movimentos comunitários. Segundo ele, Vila Velha era um dos municípios mais politizados do Estado e possuía movimentos altamente organizados. “Isso vem de encontro ao programa do PT, que tem uma ampla proposta de participação popular”, afirmou.
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