Publicado em 21 de agosto de 2021 às 10:00
A Vila de Araçatiba, em Viana, guarda uma misteriosa lenda. Dizem que, na comunidade, uma árvore, de mais de 500 anos, chora à meia-noite. O som do choro, ainda segundo a lenda, seria similar a de um bebê. Para conferir essa história, a equipe do programa Em Movimento, da TV Gazeta visitou a região em busca de moradores que já ouviram relatos na região.>
A história é passada de geração em geração. De acordo com moradores, quando a árvore foi plantada, uma criança foi enterrada junto com ela. Fato é que a lenda atrai muitos curiosos para a região.>
Os guias mirins de Araçatiba conhecem bem a história. Anna Luiza, uma criança da comunidade, conta que um casal vivia na região em uma casa de madeira. Certo dia, a mulher engravidou. Porém, no dia do parto, ela acabou não resistindo e veio a falecer. O marido, pai do bebê que havia nascido, não queria ficar com a criança. Com isso, ele pegou uma caixa, colocou o bebê dentro, fechou, cavou um buraco e colocou a criança dentro, com uma semente em cima.>
Milena Campos, outra jovem da região, complementa a história contando que a semente era de uma árvore africana, chamada Mulembá, também conhecida como figueira africana.>
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Já o guia mirim João Pedro tem outra versão da história. "À meia-noite vem um vento muito forte, que não é o bebê que chora". Ele diz que é o cipó da árvore, em contato com o vento, que reproduz uma espécie de arranhado sonoro, similar ao barulho de um bebê chorando.>
Antigo morador de Araçatiba, Marcelo Pimentel comenta que, anos atrás, as mulheres saiam de suas casas para buscar água e ficavam embaixo da árvore para se esconder do sol. São muitas histórias que cercam a figueira africana. >
A relação da região com a África não é por acaso. O distrito abriga cerca de 200 famílias de descentes de africanos e indígenas. Toda a região foi uma antiga fazenda, que contava com o trabalho de escravizados. Por lá, existiam engenhos, senzalas e oficinas. Desde essa época, a árvore já existia.>
Curiosos para ouvir o famoso "choro do bebê" à meia-noite, a repórter Luanna Esteves e o cinegrafista Samy Ferreira retornaram ao local onde fica localizada a árvore misteriosa. De fato ouviram um certo barulho na região, mas, pela escuridão do momento, e por não terem saído do carro por medo, não chegaram a confirmar a veracidade do choro da árvore.>
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