ASSINE

"Zero problema", diz Bolsonaro após ameaça de presidente da Câmara

Na quarta, em um pronunciamento, Lira subiu o tom contra o governo. Ele afirmou que, se não houver correção de rumo, a crise pode resultar em "remédios políticos amargos"

Publicado em 25/03/2021 às 14h14
Atualizado em 25/03/2021 às 14h14
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e presidente da República, Jair Bolsonaro
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e presidente da República, Jair Bolsonaro. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um dia depois de o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ter cobrado uma mudança de rumos do governo na pandemia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não existe "problema nenhum" entre ele e o parlamentar.

Bolsonaro se reuniu com Lira nesta quinta-feira (25), no Palácio do Planalto. Na saída, o presidente acompanhou o líder do Centrão até seu carro e depois retornou ao seu gabinete pelo térreo no Planalto, local em que raramente transita.

Nesse momento, ele foi abordado por jornalistas, que lhe perguntaram sobre a fala de Lira na véspera.

"Eu conversei com o Lira, não tem problema nenhum entre nós, zero problema. Conversamos sobre muitas coisas: O que nós queremos juntos é buscar maneira de contratarmos mais vacinas. Na ponta da linha, fazer que chegue as informações de que as vacinas estão sendo realmente aplicadas. Isso que nós queremos", disse Bolsonaro.

Bolsonaro também se referiu a Lira como um "velho amigo de Parlamento".

Na quarta, em um pronunciamento, Lira subiu o tom contra o governo. Ele afirmou que, se não houver correção de rumo, a crise pode resultar em "remédios políticos amargos" a serem usados pelo Congresso, alguns deles fatais.

Foi a primeira vez que Lira fez menção, mesmo que indireta e sem especificar, à ameaça de CPIs e de impeachment contra o presidente da República, em um momento em que Bolsonaro tenta atrair Legislativo e Judiciário para a coordenação da pandemia.

"Estou apertando hoje um sinal amarelo para quem quiser enxergar", disse Lira, afirmando que o caos na saúde gerado pela crise de Covid-19 precisa ser um fator de conscientização das autoridades envolvidas no sentido de "que o momento é grave" e que "tudo tem limite".

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.