Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 13:29
No último mês, os resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) foram divulgados, levando uma nova geração de vestibulandos às universidades. Porém, para aqueles que não foram aprovados, ficou a pergunta: o que fazer agora? Nesse momento marcado por dúvidas e insegurança, a certeza é de que existem alternativas para recalcular a rota, impulsionar os estudos e alcançar o resultado desejado em 2026. >
Para isso, Clayton Santos, professor orientador em Anglo Alante São José dos Campos, traz dicas sobre estudo, ambiente e comportamento que podem ajudar a ter um desempenho melhor nos vestibulares. Confira! >
A relação entre escola, celulares e estudantes está no centro, especialmente desde a entrada em vigor da lei que proíbe os aparelhos dentro de sala de aula. Porém, quando o vestibulando está sozinho , manter o foco nos estudos, e não nas telas, é uma atitude que exige autorregulação e disciplina, mas que gera resultados eficientes e impulsiona o aprendizado. >
“Quando falamos em educação, é essencial abordá-la como o processo deseesculpir. Você tem que definir oseuideal etrabalhar para queelesejaatingido.Aristóteles dizia: conhecer a si mesmo é o começo de toda a sabedoria”, explica o professor, que completa afirmando: “Então, éessencialconhecer oseu limite. Ou seja, se eu sei que vou perder meu foco semantiverocelular perto de mim, eu o mantenho distante, ou tiro as notificações”. >
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Ao falarmos de estudar para os vestibulares, é comum que a imagem atrelada seja a de estudar até o ponto de exaustão. Além disso, fatores como a ansiedade e aautocobrança também influenciam no processo de estudos de quem vai prestar vestibular mais um ano. Por isso,descansar ecuidar da saúde mentalé uma etapa essencial do processo.“Àsvezes, o aluno passa7 horasestudando. Então, comoele faz para descansar?Uma alternativa é utilizar ométodo de quanto eu estudo é o quanto eu descanso “, aborda o professor. >
Segundo ele, essa estratégia é basicamente a mesma que seguimos com os exercícios físicos. “É uma analogia simples com academia. Quando você vai para a academia, você tem um desgaste muscular. Ao chegar em casa, você não vai carregar mais peso, vai descansar, fazer o músculo se recuperar. Para os estudos, a lógica é a mesma. Se não colocar o descanso na rotina, no outro dia o cansaço vai bater e o processo vai se romper”, alerta. >
No fim, é uma questão de equilíbrio. ClaytonSantos explica que oprocesso é semelhante a uma maratona. “No caso, é uma maratona físicaemental. Por isso, é importante estar com mente e corpo intactos”, aprofunda. >
Até a temporada de vestibulares há ainda um ano inteiro. Começando por volta de outubro, o processo de estudos exige pensar não só nas datas, mas em primeira, segunda fase, Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e questões relacionadas à vida pessoal. A melhor forma de conciliar tudo isso e se preparar é por meio de um cronograma de estudos. >
“Para montar um cronograma, liste coisas que são imprescindíveis em sua planilha: horário de dormir , horário de aula, seja escolar ou de cursinho, atividades pessoais que são importantes para o estudante, como hobbies . Assim que tudo isso estiver separado, serão perceptíveis várias lacunas”, explica o professor. >
São nesses espaços que as metas e os seus horários de estudos serão definidos. “Nessas lacunas, o estudante vai começar a distribuir suas metas. Se tem planejadas 3 horas de estudo de física semanais, com esses espaços, é possível fragmentar em, por exemplo, três blocos de uma hora ou seis blocos de meia hora”, indica Clayton Santos. >
A ideia de estudos é, em alguns momentos, atrelada a acompanhar conteúdos e ver videoaulas, que são materiais didáticos relevantes e de impacto. Porém, para quem deseja passar no vestibular, é importante haver um método de estudo mais ativo. >
“Aulaeestudo, aprender e entender são coisas distintas. Aulaé omomentopassivo,emque o professor oferece uma aula e o aluno vai lá e entende. Porém, existe a segunda etapa, o momento de estudar, revisar conteúdo, ou seja, investir tempo e atenção em atividades próprias”, explica Clayton Santos. >
Ele ressalta também a importância de estar em um ambiente adequado para estudar de forma ativa,um local controlado esilenciosopara que o estudante possa focar e fazer a sua parte. >
Por André Taheiji >
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