Publicado em 4 de dezembro de 2025 às 14:05
Um tiroteio deixou duas pessoas mortas e ao menos outros nove feridos na madrugada desta quinta-feira (4) na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, houve um confronto entre membros de duas organizações criminosos rivais. Familiares dos feridos, porém, relatam que parte dos baleados participava de um churrasco e não tinha relação com o crime. Os feridos foram levados para o Hospital João 23, e o estado de saúde deles não foi informado.>
Até o momento, 12 pessoas foram presas, segundo o vice-governador, Mateus Simões (PSD). A Polícia Civil diz que a ocorrência está em andamento. De acordo com informações da PM, o confronto aconteceu durante um churrasco após uma partida de futebol. O grupo que estava no local teria sido surpreendido por homens que saíram de um carro e de duas motos vestidos com roupas que seriam uniformes da Polícia Civil de Minas Gerais. Uma perícia irá apurar se as vestimentas são de fato da corporação ou uma simulação.>
De acordo com a PM, o alvo era um dos chefes de facção que atua no Barreiro, que estava na confraternização protegido por seguranças da organização. O motorista do veículo foi encontrado morto com um fuzil sobre o corpo, segundo os agentes. A outra vítima chegou foi encaminhada ao hospital Júlia Kubitschek e não resistiu. As identidades e os antecedentes das vítimas não foram divulgados pela polícia.>
O vice-governador comentou a ocorrência durante entrevista coletiva na manhã desta quinta. Ele afirmou que se trata de um confronto entre facções do Rio e de São Paulo, "que tentam se instalar em Minas Gerais". "Nós vamos continuar atuando como atuamos na madrugada de hoje. Primeiro, sem medo, segundo, com todo o nosso efetivo, para garantir que as pessoas sejam presas. Mas nós vamos cobrar também uma reação legislativa para que possamos punir de outra forma o uso do uniforme das nossas autoridades", disse Simões.>
>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta