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"Código Fantasma"

Grupo criava registros fantasmas de veículos em fraude no Detran do DF

A ação começou após o Detran/DF detectar irregularidades frequentes envolvendo veículos pesados; grupo invadia aparelhos eletrônicos para conseguir credenciais falsas e acessar o sistema do Detran

Publicado em 03 de Dezembro de 2025 às 14:36

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 dez 2025 às 14:36
Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu carros de luxos em cidade do interior de São Paulo
Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu carros de luxos em cidade do interior de São Paulo Crédito: Divulgação/PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal realizou nesta quarta-feira (3) a Operação Código Fantasma para acabar com uma organização criminosa que fraudava emplacamentos. A ação começou após o Detran/DF detectar irregularidades frequentes envolvendo veículos pesados. O grupo invadia aparelhos eletrônicos para conseguir credenciais falsas e acessar o sistema do Detran. Com isso, criava registros de veículos com documentos falsificados ou, em alguns casos, inexistentes.
O esquema se destacou pela sofisticação. Eram utilizado análise de rastros digitais, conexões mascaradas por serviços de anonimização e cruzamento de dados de diversas bases de informação. O nome da operação faz referência à criação de "registros fantasmas", realizados por acessos igualmente clandestinos ao sistema.
Os criminosos burlavam os sistemas de segurança e registravam veículos sem pagar taxas ou fazer as vistorias obrigatórias. Segundo a polícia, eles usavam VPNs para esconder a origem das conexões e transferiam os veículos para outros estados para dificultar o rastreamento.
O grupo usava empresas de fachada e revendas de automóveis para fingir legalidade. Parte do dinheiro ilegal foi convertido em criptomoedas, caracterizando lavagem de dinheiro e tornando a investigação financeira mais complexa. Cada integrante exercia uma função específica. Isso envolvia a execução técnica das invasões, suporte de infraestrutura digital e operação de empresas utilizadas para dar destino aos registros fraudulentos.
Três suspeitos foram encontrados em uma casa de alto padrão em Fernandópolis (SP). Na ação, a polícia apreendeu carros de luxo e vários equipamentos eletrônicos, que passarão por perícia para coletar provas digitais. As contas bancárias dos investigados também foram bloqueadas.
Os suspeitos vão responder por invasão de dispositivo eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 17 anos de prisão, além de multa. Os investigados moram no interior de São Paulo e possuem vínculo familiar entre si.
A investigação contou com apoio técnico do Detran/DF, que apoiou para a identificação dos envolvidos. Ela foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor). A investigação contínua para identificar outros suspeitos, mapear todas as fraudes e aprofundar a análise de criptomoedas e equipamentos apreendidos.

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