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SP investiga se adolescente que morreu na zona leste bebeu gim adulterado

SP investiga se adolescente que morreu na zona leste bebeu gim adulterado

A vítima é uma adolescente de 15 anos, que morreu no último sábado (3) após ser internada no hospital de Cidade Tiradentes, na zona leste da cidade

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 15:09

Atuação da vigilância sanitária nos bares e restaurantes da cidade de São Paulo após a crise do metanol
Vigilância sanitária paulista atuando em bares após a crise do metanol Crédito: Paulo Guereta / Governo do Estado SP

São Paulo investiga mais uma morte por suspeita de intoxicação por metanol. A vítima é uma adolescente de 15 anos, que morreu no último sábado (3) após ser internada no hospital de Cidade Tiradentes, na zona leste da cidade. A Folha de S.Paulo teve acesso ao boletim de ocorrência da morte. O nome da jovem será omitido para preservar sua identidade, por se tratar de menor de idade.

À polícia, a mãe contou que a filha começou a passar mal na manhã de quinta-feira (1º) depois de voltar de um passeio com uma amiga durante a madrugada. A adolescente, segundo a mãe, saiu de casa por volta das 2h, retornando às 9h. Ainda segundo a mãe, a filha demonstrava um comportamento anormal, como se estivesse muito agitada. Ela negou que tinha bebido álcool, mas a amiga confirmou que as duas beberam gim que compraram em uma adega do bairro.

Após chegar em casa, a adolescente foi dormir, e a mãe saiu para trabalhar. Quando retornou, já à noite, percebeu que a filha ainda estava dormindo. Tentou acordá-la e notou que a jovem dava sinais de que estava inconsciente. A família levou a jovem para a UPA de Cidade Tiradentes na manhã de sexta-feira (2), após notar uma piora. Depois de passar mais de um dia internada, a jovem morreu por volta das 23h de sábado. Segundo o boletim de ocorrência, a guia de encaminhamento médico aponta possível intoxicação por metanol/cabanozepina, acidose metabólica e disfunção renal -esta última comum em casos de intoxicação.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que "foram requisitados exames ao IML (Instituto Médico-Legal) para a vítima", e que a Polícia Civil identificou outras pessoas que estiveram com a jovem na madrugada do dia 1º para serem ouvidas. Procurada, a Secretaria de Estado de Segurança Pública disse que ainda não foi notificada pelo município, motivo pelo qual não tem informações sobre a apuração. Já a Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo lamentou a morte da jovem, e disse que o caso segue em investigação. A pasta não respondeu se o corpo da jovem já passou por exame para identificar a possível intoxicação.

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