Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • SP desiste de usar todas as doses disponíveis da Coronavac para a 1ª dose
Sem respaldo

SP desiste de usar todas as doses disponíveis da Coronavac para a 1ª dose

O governador de São Paulo, João Doria, defende não reservar 50% das vacinas disponíveis para segunda dose e afirma que é melhor aplicar no máximo de pessoas possível

Publicado em 29 de Janeiro de 2021 às 18:41

Agência FolhaPress

Publicado em 

29 jan 2021 às 18:41
Vacina Coronavac
A Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantan, requer duas doses para garantir a imunização contra a Covid-19. Crédito: Carlos Alberto Silva
Sem respaldo do governo federal, o governo de São Paulo desistiu da ideia de aplicar todas as doses disponíveis hoje da vacina contra a Covid-19 na primeira dose.
A Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantan, requer duas doses para garantir a imunização contra a Covid-19. As diretrizes do Ministério da Saúde defendem que secretarias de Saúde reservem 50% das doses das vacinas em estoque para a segunda dose.
A gestão João Doria (PSDB) é contra a ideia e afirma que é melhor aplicar no máximo de pessoas possível a primeira dose agora e oferecer a segunda dose a partir das futuras remessas de vacina do Butantan, dentro do intervalo máximo de 28 dias.
Mas, sem confirmação do governo federal e sem a garantia de que haveria mais vacinas no futuro, a gestão João Doria afirmou nesta sexta (29) que metade das doses disponíveis ficará guardada para a segunda aplicação.
"O questionamento que foi feito ao ministório [da Saúde] foi se nós poderíamos utilizar essas doses que foram guardadas para ampliar de forma mais célere a imunização, e [pedimos] que o ministério desse uma garantia de que naquele prazo da segunda dose nós teríamos mais vacinas. Isso não foi colocado pelo ministério. Então, por uma questão de segurança e respeito a todos que foram imunizados, nós mantivemos essas doses guardadas", afirmou o secretário da Saúde de SP, Jean Gorinchteyn.
Segundo ele, as doses guardadas começam a ser distribuídas aos municípios nesta semana.
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, voltou a defender a imunização ampla com as doses disponíveis e afirmou que há prefeituras que já estão agindo dessa maneira.
"Sem polemizar com o Ministério da Saúde, eu pessoalmente não concordo com essa posição de reservar 50% das doses. Eu acho que isso não é condizente com a epidemia, com a gravidade da epidemia, e acho que nao é eticamente sustentável", disse Covas. "Acho que há aí uma análise não factual, é uma anáise absolutamente burocrática que não tem levado em consideração a gravidade do momento."
"Tem municípios que estão utilizando integralmente as doses, e eu acho que eles estão se baseando no problema da gravidade da pandemia e da questão ética. Se existem doses disponíveis, por que não utilizar essas doses? E a hora que chegar o momento certo, da segunda dose, obviamente que haverá segunda dose. O que não faz muito sentido nesse momento é reservar 3 milhões de doses [da primeira remessa de 6 milhões ao governo federal] das que foram liberadas na prateleira. Eu pessoalmente acho que não é uma medida acertada", concluiu Covas.
O governo de SP afirmou que a segunda dose será aplicada exatamente 28 dias depois da aplicação da primeira dose –quem foi imunizado em 17 de janeiro, por exemplo, receberá a segunda dose em 14 de fevereiro. Para isso, os profissionais de saúde receberão um alerta dois dias antes dizendo que precisam tomar a segunda parte do imunizante.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Um mês de aluguel no ingresso, R$ 80 por uma cerveja: quanto torcedores estão pagando para estar na Copa
Operação “Cinturão Sul” cumpre mais de 40 mandados na Região Sul do ES
Megaoperação da Polícia Civil mira criminosos em 19 cidades do Sul do ES
O senador Jaques Wagner (PT-BA) atua como líder do governo Lula no Senado
Caso Master: PF cumpre buscas contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados