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Sem provas, Bolsonaro volta a questionar segurança da urna eletrônica

Presidente defendeu o voto impresso e afirmou que a apuração tem que ser pública

Publicado em 29/11/2020 às 12h57

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a sugerir neste domingo (29), sem provas, que o voto eletrônico no país não é confiável. Ele votou na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, zona oeste do Rio, por volta das 10h40.

O presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU
Bolsonaro volta a questionar segurança da urna eletrônica. Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress

Bolsonaro ficou cerca de 15 minutos no interior do colégio e, na saída, falou por cerca de meia hora com a imprensa. Ele defendeu o voto impresso e disse que tem conversado com lideranças do Congresso sobre o tema, acrescentando que essas mudanças dependem somente do Executivo e do Legislativo. Bolsonaro também disse que a apuração tem que ser pública.

"A minha eleição em 2018 só entendo que fui eleito porque tive muito, mas muito voto. Tinha reclamações que o cara queria votar no 17 e não conseguia. O que aconteceu em muitas sessões? Vão querer que eu prove, é sempre assim. O cara botava um pingo de cola na tecla 7, um tipo de adulteração", afirmou, sem apresentar provas para a acusação de fraude.

Depois de comparar em pronunciamento oficial a Covid-19 com uma gripezinha, o presidente também voltou a afirmar que nunca fez essa comparação. Bolsonaro disse que a imprensa distorceu sua fala, e que afirmou, na verdade, que a Covid seria uma gripezinha para ele, e não para todos.

De máscara, o presidente chegou acompanhado por seguranças, conversou e tirou fotos com cerca de 20 apoiadores que o aguardavam no local de votação.

O apoio de Bolsonaro ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) não foi o bastante para alavancar sua candidatura, conforme indicam as pesquisas eleitorais. Na véspera do segundo turno, segundo o Datafolha, Crivella tinha 32% dos votos válidos, contra 68% de seu adversário, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM).

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