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Seja qual for, passou pela Anvisa, dou sinal verde para Saúde, diz Bolsonaro

O presidente também sugeriu, sem indicar fontes ou dados, que quem tomar o imunizante pode ser infectado de novo se não repetir a vacina dentro de três ou quatro anos.

Publicado em 15/12/2020 às 18h20
Atualizado em 15/12/2020 às 18h20
Em seu discurso no G-20, Jair Bolsonaro afirmou que iria apresentar a
Em seu discurso no G-20, Jair Bolsonaro afirmou que iria apresentar a "realidade dos fatos". Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta tarde que dará "sinal verde" para a compra de qualquer vacina contra a Covid-19, inclusive a Coronavac, que for aprovada pela Anvisa. Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da Band TV, o chefe do Executivo reforçou que não tomará a vacina. Ele sugeriu, sem indicar fontes ou dados, que quem tomar o imunizante pode ser infectado de novo se não repetir a vacina dentro de três ou quatro anos.

"Seja qual for (a vacina), passou pela Anvisa eu sou sinal verde para o Ministério da Saúde comprar e botar em prática", disse ao ser indagado se compraria a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e a chinesa Sinovac. Ele defendeu a não obrigatoriedade do imunizante. "Você tomando a vacina daqui três, quatro anos você vai ter que tomá-la de novo, caso contrário vai ser infectado", disse.

"Nunca fugi da verdade, eu digo: eu não vou tomar a vacina e ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco o problema é meu e ponto final", disse. Apesar disso, Bolsonaro afirmou que não é contra o imunizante e voltou a defender a tratamento preventivo da doença, com medicamentos sem eficácia comprovada, como a hidroxicloroquina. "Eu Jair Bolsonaro não sou contra a vacina, mas sou plenamente favorável a esse tratamento preventivo que nós temos no Brasil", disse.

Bolsonaro citou que, no seu entender, o Brasil já quase atingiu a imunidade de rebanho. Ele atribui a recente alta de casos e mortes pela covid-19 a um relaxamento pós-eleições. "Ou seja, daqui para frente é o final da pandemia. Os números subiram um pouco agora, sim subiram, até porque durante o finalzinho da campanha o povo ficou bastante à vontade e quem estava em casa cansou de ficar em casa e foi para a rua."

O presidente voltou a repetir que economia e saúde precisam andar "de mãos dadas". Ele fez ainda um apelo para governadores e prefeitos para que "não fechem tudo". "Se fizer outro lockdown, outro fechamento no Brasil, nós em Brasília não vamos aguentar. O auxílio emergencial quando era R$ 600 custava para todos os brasileiros o endividamento de quase R$ 50 bilhões por mês", disse.

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