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Eleições 2022

Se amigo faz besteira, o que tenho a ver com isso?, diz Bolsonaro sobre Jefferson

Presidente deu nova versão sobre foto com ex-deputado e disse que não tem imagem com ele "como colaborador de campanha"

Publicado em 24 de Outubro de 2022 às 19:46

Agência FolhaPress

Publicado em 

24 out 2022 às 19:46
  • Matheus Teixeira e Renato Machado

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou nesta segunda-feira (24) a prisão e os tiros dados pelo ex-deputado Roberto Jefferson contra policiais federais e questionou qual sua relação com o caso.
"Tenho vários amigos pelo Brasil, se algum fez besteira o que tenho a ver com isso?", disse.
Bolsonaro e Jefferson
Foto registra encontro de Bolsonaro com Roberto Jefferson em seu gabinete Crédito: Twitter / Reprodução
O mandatário também deu nova versão sobre ter afirmado que não teria foto com o político que reagiu à prisão e tentou alvejar policiais no último domingo (23).
"Algum repórter perguntou se era colaborador da campanha. Não tenho foto dele enquanto colaborador — um absurdo. Tem foto minha de montão com ele por aí", afirmou, em entrevista ao vivo ao site Metrópoles.
O presidente criticou as afirmações de Jefferson contra Cármen Lúcia e também a reação dele à polícia, mas elogiou sua atuação anterior ao caso.
"No meu entender tinha tudo para continuar sua batalha por liberdade, mas quando atira em direção à polícia, lança granada, de efeito moral que seja, perdeu completamente a razão e agora vai responder por tentativa de homicídio", afirmou.

ALIADO FOI PRESO NA NOITE DE DOMINGO

A declaração de Jair Bolsonaro acontece um dia após o seu aliado, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) resistir à prisão, disparando tiros e lançando granadas contra os agentes da Polícia Federal.
A prisão de Jefferson aconteceu apenas no início da noite de domingo (23), horas após o início da operação da Polícia Federal. O ex-parlamentar, que cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, foi alvo da ação policial por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A decisão de prisão foi dada porque o ex-deputado descumpriu medidas impostas pelo STF em uma ação penal em que ele é réu por sob acusação de calúnia, incitação ao crime de dano contra patrimônio público e homofobia. Ele estava proibido de dar entrevistas, receber visitas e usar redes sociais.
Na sexta (21), o político de extrema direita atacou a ministra Cármen Lúcia, do STF. Ele a comparou a "prostitutas", "arrombadas" e "vagabundas" em um vídeo publicado por sua filha Cristiane Brasil (PTB).
O episódio completo envolvendo Jefferson tornou-se um ponto de desgaste contra a campanha de Jair Bolsonaro, sendo explorado por seus rivais. Aliados do mandatário e ele próprio tentaram ao longo do dia desvincular as imagens do ex-parlamentar a do presidente.
Bolsonaro chegou a chamar o aliado de "bandido".
"Nós não somos amigos, não temos relacionamento. E tratamento para pessoas que são corruptas ou agem dessa maneira como Roberto Jefferson agiu, xingando uma mulher e também recebendo a bala policiais, o tratamento dispensado pelo governo Jair Bolsonaro será de bandido", disse o presidente, em vídeo publicado em suas redes sociais.

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