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Salles recua e mantém meta de desmatamento até 2023

Em entrevista, Salles disse na terça-feira (4) que a mudança foi discutida na semana passada com a Economia e que ficou acordada a adaptação do objetivo do PPA

Publicado em 05/08/2020 às 15h43
Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Crédito: Carolina Antunes/PR

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, recuou da proposta de substituir a atual meta de redução de desmatamento e queimada ilegais até 2023, prevista no PPA (Plano Plurianual).

Em nota, o Ministério da Economia informou nesta quarta-feira (5) que o Meio Ambiente enviou uma nova formulação do objetivo, mantendo o percentual de 90% de diminuição da destruição de vegetações nativas.

Na proposta anterior, Meio Ambiente havia sugerido trocar a meta pela preservação de 390 mil hectares de vegetação nativa da floresta amazônica até o final da atual gestão.

Só no ano passado, apenas na Amazônia, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou alertas de desmatamento em uma área de 9,1 mil quilômetros quadrados –o equivalente a 900 mil hectares.

Segundo o Ministério da Economia, apesar de manter o percentual de 90%, a alteração do texto faz com que a responsabilidade pelo atingimento da meta seja compartilhado com outras pastas, como Agricultura, Justiça, Defesa e Infraestrutura.

A meta de 90% foi incluída no PPA por meio de emenda parlamentar de integrantes da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

Em entrevista à imprensa, Salles disse na terça-feira (4) que a mudança foi discutida na semana passada com a Economia e que ficou acordada a adaptação do objetivo do PPA.

"A meta nossa é de 100% da redução do desmatamento ilegal. Em qual prazo? No prazo contido no compromisso brasileiro que é de 2030. Então, o que precisamos fazer? Estabelecer estratégias ano a ano para atingir o compromisso", disse.

Em entrevista à Folha, em junho, Salles já havia reconhecido que não haveria neste ano queda no desmatamento da floresta amazônica na comparação com 2019. Ele ponderou, no entanto, ser possível uma diminuição em 2021.

Em julho, a Amazônia apresentou crescimento de 28% no número de focos de calor em relação ao mesmo período de 2019. O crescimento ocorre mesmo com a presença das Forças Armadas na região.

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