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Rogério de Andrade será interrogado em fevereiro sobre morte de rival no RJ

Rogério de Andrade será interrogado em fevereiro sobre morte de rival no RJ

A audiência será conduzida pela 1ª Vara Criminal da Capital, por videoconferência, já que Rogério está preso no presídio federal em Campo Grande

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 14:10

Bicheiro Rogério Andrade
Rogério de Andrade será interrogado em fevereiro sobre morte de rival Crédito: Reprodução

O bicheiro Rogério de Andrade será interrogado no início do próximo mês pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no processo em que é réu sob acusação de ser o mandante do assassinato de seu rival, o contraventor Fernando Iggnácio. A audiência será no dia 2 de fevereiro. Ela será conduzida pela 1ª Vara Criminal da Capital, por videoconferência, já que Rogério está preso no presídio federal em Campo Grande.

O ex-policial militar Gilmar Eneas Lima, outro réu no processo, também será ouvido. O homem está preso, acusado do crime, e será ouvido por videoconferência. A reportagem entrou em contato com a defesa dos dois para comentar sobre o interrogatório agendado. Não houve retorno até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.

A última sessão do processo havia ocorrido em junho do ano passado e ouviu testemunhas do Ministério Público. Na ocasião, os primeiros ouvidos foram agentes do próprio MP, o policial civil Luciano Konig Diniz, que atua no Gaeco (Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado) do órgão, e o também policial civil e integrante do Gaeco Pedro Policarpo.

Foram sete testemunhas, no total, a darem seu depoimento. Além dos dois do MP, foram eles: o delegado Moyses Santana; os funcionários da empresa Heli-Rio Táxi Aéreo, André Ribeiro Guerra, controlador de voo, e Felipe Rafael Araújo da Silva, responsável pela manutenção das câmeras de segurança; o piloto do helicóptero que buscou Iggnácio em Angra dos Reis, Diego Ticchetti; e Jorge Alexandre Ferreira da Silva, zelador do Condomínio Vera Cruz, onde os acusados teriam escondido o armamento utilizado na execução.

Os réus, no entanto, não tiveram oportunidade de falar na época. Andrade acompanhou a audiência por videochamada, também da prisão, e o ex-PM o fez do plenário, já que estava detido no Rio.

Crime aconteceu em 2020

Andrade foi preso em 29 de outubro de 2024 por suspeita de ordenar assassinato de rival. Ele foi denunciado pelo MP sob acusação de ser o mandante da morte de Iggnácio, assassinado em um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, no Rio, em 2020. Matadores de aluguel usaram táticas militares para matar o rival do contraventor, indicam investigações. A vítima foi atingida por cinco tiros de fuzil a uma distância de cinco metros. Eneas Lima, acusado de ter feito o monitoramento da vítima, foi preso na mesma ação que capturou Andrade. Os dois foram denunciados por homicídio qualificado e são réus no processo.

Disputa pelo controle do jogo do bicho

Morte de Castor de Andrade em 1997 deu início a uma disputa pelo controle do jogo do bicho e de máquinas de caça-níqueis na zona oeste do Rio. Segundo investigações da Polícia Federal, mais de 50 assassinatos até 2007 são atribuídos à guerra da contravenção.

Em 1998, o assassinato de Paulo Andrade, o Paulinho, fez com que Fernando Iggnacio, genro de Castor, assumisse o lugar dele na disputa. O próprio Rogério, que era sobrinho de Castor, foi vítima de uma tentativa de assassinato em 2001. Em abril daquele ano, o filho dele, com 17 anos na época, morreu em um atentado a bomba na Barra da Tijuca, quando o carro que dirigia explodiu. No documentário "Vale o Escrito", Rogério de Andrade é descrito como "senhor do crime" por Bernardo Bello. Ele é ex-marido de Tamara Garcia, que faz parte de outra família importante no jogo do bicho carioca.

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