Publicado em 3 de novembro de 2022 às 19:45
- Atualizado há 3 anos
No mesmo dia em que coordenadores da equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram ao Planalto, nesta quinta-feira (3), para tratar da transição de governo, o quadro oficial do ex-presidente Michel Temer (MDB), desafeto dos petistas, foi derrubado sem querer por um integrante da imprensa e quebrou.>
Integrantes do PT acusam Temer de ter ajudado na articulação para o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Ele assumiu o governo após o impedimento da petista.>
Pouco antes da chegada da equipe de Lula, algumas pessoas ficaram amontoadas perto do local onde haveria uma entrevista a jornalistas. Atrás há uma galeria com os quadros de todos os presidentes da República, uma sequência de fotos preto e branco dos ex-ocupantes do cargo. A foto de Jair Bolsonaro, o presidente em exercício, é colorida.>
Nesse momento, algum profissional de imprensa esbarrou de forma não intencional no quadro de Temer, que caiu e teve seu vidro quebrado. O quadro depois foi recolocado, mas ainda com uma rachadura.>
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A equipe do governo eleito realizou na tarde desta quinta-feira (3) a primeira reunião com integrantes da gestão Bolsonaro, para dar início às atividades de transição.>
Além de Alckmin, participaram do encontro representando o governo eleito a presidente do PT, Gleisi Hoffmann; o ex-senador Aloizio Mercadante, o senador eleito Wellington Dias (PT-PI)>
O grupo foi recebido pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), pelo general Luiz Eduardo Ramos e outros técnicos do governo.>
"Tivemos encontro com ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, o secretário-geral, ministro general Ramos e uma equipe de assessores. Entregamos o pedido do presidente Lula nos designando como coordenador da transição. A conversa foi bastante proveitosa, muito objetiva. A transição já começou", afirmou Alckmin.>
"Eles estão designando o CCBB [Centro Cultural Banco do Brasil]. Amanhã Gleisi e Mercadante vão até lá fazer uma visita e nós deveremos começar a partir de segunda-feira da próxima semana", completou.>
Durante entrevista a jornalistas, Alckmin foi perguntado se Luiz Eduardo Ramos, aliado próximo a Bolsonaro e amigo, havia reconhecido a derrota.>
"Cumprimentou, deu parabéns, desejou ótimo trabalho e se colocou à disposição para a transição", disse.>
Ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff, Aloízio Mercadante afirmou estar de volta ao Planalto "pela porta da frente".>
"Eu acho que só tem uma forma de voltar ao Palácio do Planalto para exercer um cargo público, pela porta da frente, com voto popular, em uma eleição limpa, como foi a que nós vivemos", afirmou.>
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