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Procon pede explicações da Zara após caso "Zara zerou" com clientes negros

Órgão de São Paulo notifica varejista para pedir informação sobre treinamento de funcionário,  programa de diversidade com combate ao racismo e discriminação de gênero

Publicado em 25/10/2021 às 17h52
A loja Zara do Shopping Iguatemi, em Fortaleza
A loja Zara do Shopping Iguatemi, em Fortaleza. Crédito: Divulgação | Shopping Iguatemi

O Procon-SP decidiu notificar a Zara do Brasil para pedir explicações sobre o caso "Zara zerou", noticiado na semana passada. De acordo com a Polícia Civil do Ceará, o auto-falante da loja Zara do shopping Iguatemi de Fortaleza anunciava a frase como um código para alertar os funcionários quando chegava algum cliente tido como suspeito, o que incluía pessoas negras, segundo a Polícia, que aponta racismo. A Zara nega.

O Procon vai solicitar informações sobre a política de treinamento que a Zara aplica aos funcionários e sobre as medidas de conscientização, prevenção, programas de diversidade, inclusão e combate a racismo e discriminação de gênero.

Também serão pedidas informações sobre segurança e vigilância que a Zara pratica na rede de lojas.

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​Segundo o Procon-SP, que deu prazo até quarta-feira (27) para a resposta, a varejista também deverá informar quais providências tomou em relação aos trabalhadores envolvidos no caso, além da assistência oferecida à cliente.

A polícia chegou ao sistema ao investigar o caso da delegada Ana Paula Barroso, que foi expulsa da loja da Zara na noite de 14 de setembro.

Procurada pela reportagem., a Zara afirma que não tolera qualquer tipo de discriminação e que tem a diversidade e o respeito como valores de sua cultura corporativa.

"A Zara Brasil nega a existência de um suposto 'código interno' para discriminar clientes. A Zara rechaça qualquer forma de racismo, que deve ser tratado com a máxima seriedade em todos os âmbitos", diz a empresa em nota.

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