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Coronavírus

Pandemia pode alcançar patamares "dramáticos" se nada for feito, diz Fiocruz

Alerta foi feito depois da divulgação dos resultados de uma análise feita em oito Estados do País, na qual foi constatado a prevalência das variantes mais preocupantes do vírus

Publicado em 05 de Março de 2021 às 16:42

Agência Estado

Publicado em 

05 mar 2021 às 16:42
Vítimas de Covid-19 são enterradas no Cemitério Vila Formosa em São Paulo (SP), que teve um aumento de enterros por conta da doença
Vítimas de Covid-19 são enterradas no Cemitério Vila Formosa em São Paulo (SP), que teve um aumento de enterros por conta da doença Crédito: Ronaldo Silva/Futura Press/Folhapress
O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, afirmou que a pandemia de Covid-19 no Brasil deve alcançar patamares "dramáticos" nas próximas semanas, se nada for feito para deter a circulação do vírus. Em vídeo divulgado pela Fiocruz na manhã desta sexta-feira (05) Krieger faz um apelo à população:
"Estamos todos cansados da pandemia, não é fácil para ninguém. ( ..) Mas os dados neste momento são os mais graves de toda a pandemia, com o maior número de mortos e o maior número de casos associados a uma grande circulação de uma variante (do vírus) com possibilidade de maior transmissão. Temos que reduzir a possibilidade de circulação até aumentar o número de pessoas protegidas."
O alerta foi feito um dia depois da divulgação dos resultados de uma análise feita pela Fiocruz em oito Estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do País que constatou a prevalência das variantes mais preocupantes do coronavírus Sars-CoV-2 em pelo menos seis deles. O dado, obtido a partir de uma nova ferramenta de análise genética, indica que há uma dispersão geográfica dessas variantes nos Estados, assim como uma alta prevalência em todas as regiões avaliadas.
De acordo com nota divulgada no início da noite pelo Observatório Covid-19 da Fiocruz, foram avaliadas mil amostras dos Estados de Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A ferramenta usada é capaz de detectar a mutação no vírus que é comum nas três variantes que mais vem preocupando o mundo atualmente - a P 1, identificada inicialmente no Amazonas, a B.1.1.7, originada no Reino Unido, e a B.1.351, na África do Sul.
Dos seis estados, somente nas amostras de Minas Gerais e Alagoas a presença da mutação ocorreu em menos da metade das amostras - respectivamente 30,3% e 42,6%. Os Estados em que elas mais aparecem são Ceará (71,9%) e Paraná (70,4%). A situação nos demais é: PE (50,8%), RJ (62,7%), RS (62,5%), SC (63,7%).

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