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Pacheco anuncia saída do DEM e filiação ao PSD de olho em 2022

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco,  é tratado no partido como candidato a romper a polarização entre Lula e Bolsonaro nas eleições de 2022

Publicado em 22/10/2021 às 14h20
O presidente do Congresso Nacional. Rodrigo Pacheco
O presidente do Congresso Nacional. Rodrigo Pacheco. Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), decidiu deixar o DEM. Ela vai se filiar ao PSD. O senador fez o comunicado pelas redes sociais nesta sexta-feira (22). Esse é o primeiro passo formal para uma possível candidatura à sucessão de Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022.

"Comunico que, nesta data, tomei a decisão de me filiar ao PSD, a convite de seu presidente, Gilberto Kassab. Agradeço aos filiados, colegas e amigos do Democratas de Minas Gerais e de todo o país o período de convivência partidária saudável e respeitosa", escreveu.

Pacheco ainda agradeceu o presidente do DEM, ACM Neto, e desejou sucesso ao recém-criado União Brasil.

O jornal Folha de S.Paulo já havia confirmado com integrantes do PSD que a migração ocorreria na próxima semana. A cerimônia de filiação do senador mineiro deve ocorrer na próxima quarta (27), em Brasília.

O convite para sair do DEM foi feito há meses por Kassab. Na sigla, o parlamentar é tratado como um dos mais fortes postulantes a furar a atual polarização eleitoral entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro.

No meio político, Pacheco também já é tratado como candidato à Presidência, inclusive sendo alvo de críticas segundo as quais sua atuação no comando do Senado tem sido pautada mais por influência dessa pretensão eleitoral do que pela análise do mérito dos temas em questão.

Diferentemente de Arthur Lira (PP-AL), claro aliado de Bolsonaro, o senador tem tomado decisões, públicas e nos bastidores, que contrariam os interesses do Palácio do Planalto.

De acordo com o Datafolha, no cenário em que o nome de Pacheco é apresentado, Lula lidera com 42% das intenções de voto. Bolsonaro vem em seguida, com 24%.

Depois, Ciro Gomes (PDT), com 10%, João Doria (PSDB), com 5%, José Luiz Datena (PSL), com 4%, Simone Tebet (MDB), com 2% e Aldo Rebelo (sem partido), com 1%.

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