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'Não sei cadê esse enriquecimento', diz Cristiane Brasil ao se entregar à polícia

Acusada de desvios em contratos, ex-deputada federal e pré-candidata à Prefeitura do Rio disse que há interesses políticos por trás de ordem de prisão

Publicado em 11/09/2020 às 21h04
Atualizado em 11/09/2020 às 21h07

Antes de se apresentar à Polícia na tarde desta sexta-feira (11), a ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB), filha de Roberto Jefferson, se manifestou, em vídeo, sobre a ordem de prisão. Pré-candidata à Prefeitura do Rio de Janeiro, ela afirmou que há interesses políticos por trás da denúncia. Cristiane é acusada de desvios em contratos da Fundação Leão XIII, que é voltada para a assistência social.

Cristiane Brasil durante sessão na Câmara em 2016
Cristiane Brasil durante sessão na Câmara em 2016. Crédito: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

"A caneta pesou na hora de me dar essa prisão, isso faltando dias para a eleição. Vocês não vão me dizer que esse é uma prisão que tem um cunho político?", afirmou a ex-deputada.

Cristiane também questionou a contemporaneidade do mandado de prisão e colocou sob suspeita operações recentes contra outros dois pré-candidatos: Marcelo Crivella (Republicanos) e Eduardo Paes (DEM), que foram foram alvo de buscas e apreensões nesta semana.

"É um absurdo que uma denúncia antiga, de 2012, 2013, esteja sendo cumprida agora. Um mandado de prisão preventiva contra mim, faltando dias para a eleição", disse.

A ex-deputada apelou ainda a supostos maus bocados financeiros para negar enriquecimento ilícito ou envolvimento nos desvios milionários.

"Eu devo o banco, aliás devo empréstimos que eu tive que pagar para dois motoristas que não mereciam. Eu devo o cartão de crédito, agora eu estou devendo a faculdade da minha filha, porque eu investi o meu parco dinheiro na pré-campanha, para poder concorrer à prefeita. Eu devo a várias pessoas, porque eu acredito na causa política, não tenho nem carro, eu ando de Uber, eu ando de metrô. Não sei cadê esse enriquecimento ilícito", afirmou.

A filha de Roberto Jefferson também afirmou que o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), que assumiu após o afastamento de Wilson Witzel (PSC), foi poupado da operação em razão do foro privilegiado, de modo que o pedido de prisão pôde ser encaminhado à primeira instância.

"O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negaria o pedido de prisão do atual governador. Interessava prender a nós, que somos candidatos", disse Cristiane. "Vejo dedo político nessa história", completou.

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