> >
Mulher morre após nadar e reclamar de gosto ruim da água em piscina em SP

Mulher morre após nadar e reclamar de gosto ruim da água em piscina em SP

Juliana Faustino Bassetto e o esposo participavam de uma aula de natação na C4 GYN quando perceberam que a água da piscina apresentava aspecto e gosto estranhos

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 17:09

Juliana Bassetto morreu após nadar em piscina de academia, em São Paulo
Juliana Bassetto morreu após nadar em piscina de academia, em São Paulo Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal após utilizar a piscina da academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, ela e o marido, Vinícius de Oliveira, de 31 anos, participaram de uma aula de natação antes de apresentarem os primeiros sintomas. Assim que o mal-estar começou, o casal foi levado ao Hospital Santa Helena, em Santo André. Juliana sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Vinícius permanece internado em estado grave, na UTI.

O casal frequentava a academia havia cerca de 11 meses. O velório de Juliana ocorreu na manhã desta segunda-feira (9), no Jardim Avelino, em São Paulo. Além deles, um adolescente de 14 anos também foi afetado após usar a mesma piscina e segue internado, em um hospital na Vila Alpina, recebendo tratamento com oxigênio. Outras duas pessoas chegaram a ser internadas, mas já receberam alta.

Suspeita de intoxicação

De acordo com a polícia e relatos de testemunhas, Juliana e o marido relataram odor e gosto estranhos na água da piscina durante a aula. Pouco depois, passaram a sentir mal-estar intenso e foram levados ao hospital. A polícia ainda apura qual substância teria sido utilizada. Durante a vistoria no local, os investigadores encontraram diversas irregularidades. A instalação elétrica da piscina estava ligada à cozinha da academia, e os produtos de limpeza eram armazenados de forma inadequada.

Testemunhas afirmaram que um funcionário teria jogado um produto químico na piscina momentos antes da aula, o que reforça a suspeita de intoxicação. "O rapaz que fazia a manutenção, para nossa surpresa, era o manobrista", afirmou Geraldo Oliveira, investigador-chefe do 42º DP, ao UOL.

Segundo ele, o ambiente também era fechado e sem ventilação adequada. Além disso, a academia funcionava de forma totalmente irregular, inclusive sem alvará. "A polícia instaurou inquérito para apurar todas as irregularidades. Os órgãos municipais já lacraram o local e vão adotar as medidas cabíveis."

A academia foi interditada. No auto de interdição da prefeitura, obtido pelo UOL, o local é descrito como estando em "estado precário de segurança, importando grave ameaça à integridade física de seus ocupantes e vizinhos".

Perícias técnicas, coleta de amostras da água e análise dos produtos encontrados no local estão em andamento. As autoridades buscam identificar os responsáveis pela manutenção da piscina e apurar se houve negligência no manuseio de produtos químicos. Após o trabalho da perícia e da Vigilância Sanitária, agentes da unidade policial realizaram diligências no local e apreenderam objetos para a apuração. As investigações prosseguem para o total esclarecimento dos fatos. 

Em nota, a direção da Academia C4 Gym lamentou "profundamente" o ocorrido. Afirmou que prestou atendimento imediato aos envolvidos, mantém contato direto com as famílias e declarou que está colaborando integralmente com as autoridades, oferecendo todo o suporte necessário.

Este vídeo pode te interessar

  • Viu algum erro?
  • Fale com a redação

Tópicos Relacionados

A Gazeta integra o

The Trust Project
Saiba mais